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Brasil garante US$ 300 milhões de fundo global e pode atrair até US$ 1,8 bilhão em investimentos verdes
Publicado 31/10/2026 • 20:12 | Atualizado há 38 minutos
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Publicado 31/10/2026 • 20:12 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
O Brasil poderá receber até US$ 1,8 bilhão em investimentos voltados à transição energética e à redução da emissão de poluentes. O impulso vem da aprovação de US$ 300 milhões pelo Fundo Verde do Clima, mecanismo internacional que financia projetos de combate às mudanças climáticas em países em desenvolvimento.
A decisão, anunciada na quarta-feira (28), prevê a distribuição dos recursos entre dois fundos de investimento que vão financiar empresas e projetos brasileiros. A proposta é usar o capital internacional para atrair investidores privados e ampliar os recursos disponíveis para negócios ligados à economia sustentável.
O maior aporte, de até US$ 250 milhões, será destinado ao Climate Transition Fund Brazil, estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com a gestora global Brookfield.
O fundo poderá alcançar US$ 1,3 bilhão em investimentos, incluindo recursos da Brookfield e do próprio BNDES, que poderão aportar até R$ 4 bilhões por meio de sua subsidiária de participações, a BNDESPar.
A primeira frente de investimentos terá foco em grandes projetos de infraestrutura e tecnologias capazes de reduzir a emissão de gases que contribuem para o aquecimento global.
Entre as iniciativas previstas estão parques de geração de energia renovável, sistemas de armazenamento de eletricidade em baterias, produção de combustíveis sustentáveis a partir de resíduos e projetos de hidrogênio de baixo carbono.
A expectativa é realizar cerca de oito investimentos. Segundo as estimativas apresentadas, os empreendimentos poderão evitar ou retirar da atmosfera aproximadamente 30 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, medidas em equivalente de dióxido de carbono, ao longo de 14 anos.
Para atrair investidores, o Fundo Verde do Clima aceitará uma remuneração limitada a 6% ao ano em dólares, medida pela taxa interna de retorno de cada investimento. Na prática, ganhos acima desse limite poderão ser direcionados aos demais participantes, tornando os projetos mais atrativos para o capital privado.
A outra parcela, de até US$ 50 milhões, será destinada ao Energy Transition and Climate Solutions Fund II, também conhecido como Flying Rivers Fund II, administrado pela gestora brasileira eB Capital.
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Siga o Times | CNBCO veículo pretende reunir inicialmente US$ 400 milhões, com possibilidade de chegar a US$ 500 milhões. A BNDESPar já havia aprovado um investimento de R$ 500 milhões na iniciativa.
Diferentemente do primeiro fundo, voltado a projetos de maior porte, essa estratégia terá como foco empresas em expansão que desenvolvem soluções ambientais.
Entre os setores contemplados estão a produção de biometano, combustível obtido a partir de resíduos orgânicos, a fabricação de insumos agrícolas de origem biológica, a reciclagem de plásticos e o desenvolvimento de cimento com menor emissão de carbono.
O fundo também contará com mecanismos de proteção contra oscilações do dólar, uma forma de reduzir os riscos para investidores estrangeiros que aplicam recursos no Brasil, mas recebem retornos em reais.
A aprovação representa um marco para o BNDES, que passa a participar diretamente da execução de um projeto aprovado pelo Fundo Verde do Clima como instituição brasileira credenciada.
O mecanismo internacional reúne recursos destinados a ajudar países em desenvolvimento a enfrentar os efeitos das mudanças climáticas e financiar a transição para atividades econômicas menos poluentes.
Para o Brasil, a operação amplia as possibilidades de financiamento de projetos que exigem investimentos elevados e têm retorno financeiro de longo prazo.
Apesar da aprovação dos US$ 300 milhões, os US$ 1,8 bilhão representam um potencial de investimentos, e não recursos já desembolsados. A chegada efetiva do dinheiro dependerá da captação junto a outros investidores, da seleção das empresas e da execução dos projetos.
Os próximos passos incluem a estruturação das operações, a definição dos investimentos e o acompanhamento dos resultados ambientais. O impacto sobre a economia brasileira dependerá da capacidade dos fundos de transformar os recursos aprovados em novos empreendimentos, geração de negócios e expansão da infraestrutura sustentável.
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