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Raízen tem plano de recuperação extrajudicial aprovado por acionistas e aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões
Publicado 31/10/2026 • 12:45 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 31/10/2026 • 12:45 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
Foto: Raízen
Créditos, dívidas e poder: entenda a movimentação que envolve a Raízen
Os acionistas da Raízen deram aval, na sexta-feira (30), ao plano de recuperação extrajudicial da companhia, que reestrutura R$ 61,4 bilhões em dívidas e prevê aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a R$ 39,8 bilhões.
A decisão vem depois da homologação do plano em 30 de julho, com apoio de 81,6% dos credores.
Leia também: Raízen define condições para aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões
A Raízen, produtora de açúcar e etanol de cana que também atua na distribuição de combustíveis, anunciou o pacote de aumento de capital. O valor mínimo, de R$ 3,5 bilhões, será aportado pela Shell.
Em seguida, o conselho de administração da empresa deve se reunir na sexta-feira (6) para deliberar sobre a aprovação do aumento.
O empresário Rubens Ometto também deve participar do aporte por meio do fundo Aguassanta, com cerca de R$ 500 milhões.
Já a Cosan, outra empresa de Ometto com participação na Raízen, não fará aporte. Por isso, terá a participação diluída no negócio.
O plano converte 45% dos créditos em participação acionária dos credores, ao valor de R$ 0,25 por ação. Os outros 55% serão transformados em novos títulos de dívida, por substituição, refinanciamento ou aditamento.
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Siga o Times | CNBCParalelamente, a empresa fará um programa de desinvestimentos.
A Raízen vai separar o negócio de combustíveis da produção de etanol e cana-de-açúcar. As duas áreas foram unidas em 2011, quando a Shell se juntou à Cosan para criar a empresa.
A segregação resultará em duas companhias abertas, independentes e listadas. A Raízen Energia ficará com a produção e a comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. A Raízen S.A. concentrará a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.
Em fato relevante, a empresa informou que a separação depende do cumprimento das “condições suspensivas do plano”, observados os prazos e as condições legais.
Após a homologação do aumento de capital, cada conselho terá sete membros titulares e sete suplentes. A indicação é que Samuel Aguirre presida o conselho da empresa de distribuição e Julio Cesar de Toledo Piza Neto, o da área de etanol, açúcar e bioenergia.
Quanto à gestão, Lorival Nogueira Luz Jr. será o CEO da Raízen S.A., e Geovane Dilkin Consul comandará a Raízen Energia.
Nelson Gomes, CEO da Raízen S.A., afirmou que a eleição dos conselhos e a indicação antecipada dos líderes “trazem previsibilidade” e garantem a continuidade da execução do plano operacional e financeiro da companhia.
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