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Empresas abandonam 142 usinas solares no Nordeste em meio à expansão do setor
Publicado 22/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Energia empresas abandonam 142 usinas solares no Nordeste durante boom da energia solar
O avanço da energia solar no Nordeste acontece junto com um problema que afeta projetos de grande porte. Nos últimos dois anos, empresas abandonaram 142 projetos de usinas solares na região, segundo dados da Aneel levantados pelo Estadão.
Do total, as companhias pediram o cancelamento de 127 empreendimentos, enquanto a Aneel revogou outros 15 por paralisação das obras.
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De acordo com a análise, um dos principais pontos citados pelas empresas envolve o curtailment, nome dado aos cortes na geração para evitar desequilíbrios no sistema elétrico.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirma que esse cenário acompanha o crescimento acelerado das fontes solar e eólica. No último trimestre, 84% dos cortes aconteceram no Nordeste, considerando também outras fontes de geração.
Além disso, enquanto grandes usinas enfrentam restrições, a geração solar em telhados de casas e estabelecimentos comerciais cresceu rapidamente na região. Entre 2023 e 2026, a capacidade desse segmento dobrou.
Entretanto, como o ONS não controla diretamente esses painéis, os cortes acontecem principalmente sobre grandes usinas conectadas ao sistema centralizado. Em 2025, o Brasil deixou de utilizar 20% da energia solar e eólica devido às interrupções realizadas.
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Siga o Times | CNBCAlgumas companhias relacionaram diretamente o curtailment à decisão de abandonar empreendimentos. A Rio Energy, um dos exemplos, citou as condições de geração depois de desistir de projetos na Bahia.
Já a Solatio pediu o cancelamento de dez usinas em Pernambuco, enquanto a Atiaia desistiu de oito empreendimentos em Sergipe. A interrupção do fornecimento é o principal fator por trás das desistências.
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Em meio às questões de fornecimento, o operador considera o curtailment um desafio direto para sistemas com grande participação de fontes renováveis. Entre as alternativas em desenvolvimento, estão o uso de sistemas de armazenamento, a ampliação da infraestrutura de transmissão e a entrada de novas cargas de grande consumo, como data centers.
Essas medidas podem ajudar o sistema a aproveitar melhor a energia disponível nos períodos de maior geração. Vale destacar que o consumo de energia junto à procura por fontes mais baratas e renováveis vem crescendo entre as empresas do mercado.
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