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Energia

Geração de energia com hidrogênio ganha espaço na estratégia sul-coreana; saiba como funciona

Publicado 08/11/2026 • 20:30 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Coreia do Sul abriu licitação para contratar 500 GWh anuais de eletricidade gerada com hidrogênio limpo.
  • Os contratos terão duração de 15 anos, e os projetos deverão começar a gerar energia até 2030.
  • Governo ampliou o peso dos critérios técnicos na seleção e excluiu a queima conjunta de carvão e amônia.
Coreia do Sul abre mercado para geração de eletricidade com hidrogênio?

Foto: Pexels

Coreia do Sul abre mercado para geração de eletricidade com hidrogênio?

A Coreia do Sul abriu uma nova rodada de licitações para ampliar a geração de eletricidade a partir de hidrogênio. O Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente estabeleceu uma oferta de contratação de 500 GWh por ano para projetos que utilizem hidrogênio limpo. Além disso, o governo reservou outros 930 GWh anuais para a geração de energia baseada em hidrogênio em geral.

A iniciativa integra a estratégia do país para ampliar o uso de combustíveis de menor impacto ambiental na produção de eletricidade. As informações foram divulgadas pela Renewable Now.

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O mercado de licitações funciona como um mecanismo de contratação de energia elétrica produzida com hidrogênio ou compostos derivados desse combustível. Dessa forma, o governo busca estimular projetos de geração e estabelecer condições para o fornecimento de eletricidade a partir dessas fontes.

Contratos de hidrogênio limpo terão duração de 15 anos

Uma das principais condições da nova rodada envolve o prazo dos contratos. Para os projetos de geração com hidrogênio limpo, o período de fornecimento será de 15 anos. As usinas selecionadas deverão iniciar a geração de eletricidade até 2030. No entanto, o governo também estabeleceu uma margem para eventuais atrasos na implantação dos empreendimentos. Os projetos poderão contar com um período de carência de até três anos.

A medida considera o tempo necessário para construir instalações que utilizarão hidrogênio em conjunto com outros combustíveis ou exclusivamente esse recurso na geração de energia.

Segundo o ministério, a seleção dos participantes preferenciais deverá ocorrer por volta de junho de 2027. Até lá, os projetos passarão por um processo de avaliação que considera tanto os preços apresentados quanto outros aspectos técnicos e econômicos.

Coreia do Sul amplia critérios de seleção dos projetos

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A avaliação das propostas terá mudanças importantes nesta edição. Além do preço da eletricidade, o governo levará em conta a qualidade do hidrogênio utilizado, a segurança e a estabilidade do fornecimento de combustível e as contribuições dos empreendimentos para a indústria e a economia.

Uma das novidades será a introdução de uma etapa preliminar de avaliação baseada exclusivamente em critérios não relacionados aos preços. O objetivo é analisar esses aspectos antes de avançar para as demais fases da seleção.

Além disso, o peso dos critérios não relacionados a preços aumentou de 40% para 50% na avaliação geral. Com isso, fatores como a qualidade do combustível e a capacidade de abastecimento passam a ter a mesma participação dos critérios econômicos na classificação das propostas.

País exclui queima conjunta de carvão e amônia

Outra mudança envolve as regras para geração de eletricidade com combustíveis fósseis. Além disso, a partir desta edição, a queima conjunta de carvão e amônia ficará de fora das licitações. Dessa forma, a decisão acompanha o planejamento energético da Coreia do Sul, que prevê eliminar gradualmente a geração de eletricidade a carvão até 2040.

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Com as novas regras, o governo busca direcionar as contratações para alternativas que utilizem hidrogênio, ao mesmo tempo que estabelece exigências mais rigorosas para avaliar a viabilidade e a segurança dos projetos.

A abertura do mercado representa mais uma etapa da estratégia da Coreia do Sul para diversificar suas fontes de geração elétrica e ampliar a participação do hidrogênio na matriz energética.

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