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Caso Master: o que é o Fundo Phoenix, criado menos de um mês antes do leilão da EMAE
Publicado 22/05/2026 • 13:00 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 22/05/2026 • 13:00 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Comunicação Social da Polícia Federal
Caso Master: o que é o Fundo Phoenix, criado menos de um mês antes do leilão da EMAE
Menos de 30 dias antes do leilão que privatizou a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), em abril de 2024, surgiu um fundo que hoje está no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.
Chamado de Fundo Phoenix, o veículo financeiro é apontado em uma representação enviada ao MP como peça-chave de uma estrutura que teria usado ações da Ambipar valorizadas artificialmente para garantir a compra da estatal paulista. O caso também cita possíveis conexões com o Banco Master e com a privatização da Sabesp.
A representação foi protocolada em março deste ano pelo deputado estadual Antônio Donato (PT-SP). O documento pede abertura de inquérito civil e apuração de possíveis irregularidades envolvendo agentes financeiros, fundos de investimento e executivos ligados às operações realizadas entre abril e julho de 2024.
O Fundo Phoenix foi constituído em 20 de março de 2024. Pouco menos de um mês depois, em 19 de abril, venceu o leilão da EMAE na Bolsa de Valores de São Paulo ao apresentar uma proposta de aproximadamente R$ 1,04 bilhão.
Segundo a representação analisada pelo MP, o curto intervalo entre a criação do fundo e a participação em uma operação bilionária levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a estrutura utilizada para viabilizar a aquisição da companhia.
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O documento afirma que o fundo utilizou ações da Ambipar como principal garantia patrimonial para demonstrar capacidade financeira no leilão.
A representação menciona uma investigação concluída pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em maio de 2025 sobre movimentações envolvendo papéis da Ambipar.
De acordo com o documento, a empresa lançou um programa de recompra de ações em março de 2024, concentrando cerca de 70% dos papéis disponíveis no mercado. Na sequência, fundos ligados ao Banco Master e à gestora REAG teriam ampliado participação nesses ativos.
Ainda segundo a denúncia, o movimento provocou uma valorização superior a 800% das ações da Ambipar entre abril e outubro de 2024.
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Para o autor da representação, a dinâmica apresenta indícios de manipulação de mercado e simulação artificial de liquidez.
A valorização dos papéis teria sido determinante para que o Fundo Phoenix conseguisse comprovar patrimônio suficiente para disputar a EMAE.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, aparece na representação como um dos articuladores financeiros das operações envolvendo EMAE e Sabesp.
Segundo o documento encaminhado ao MP, a compra da EMAE foi financiada por meio de uma emissão privada de debêntures da Phoenix S.A., no valor de R$ 520,15 milhões.
A operação teria contado com participação da Trustee DTVM, de Nelson Tanure e de Tércio Borlenghi Junior, fundador da Ambipar.
A representação sustenta que recursos circularam entre fundos e instituições ligadas ao mesmo grupo econômico, criando uma rede de intermediações financeiras cruzadas.
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Após assumir o controle da EMAE, o grupo comprador teria direcionado cerca de R$ 160 milhões do caixa da empresa para aplicações em CDBs do Letsbank, instituição ligada ao Banco Master.
Também houve aquisição de aproximadamente R$ 300 milhões em debêntures da Light, companhia associada ao empresário Nelson Tanure.
Outro ponto destacado na representação envolve o executivo Carlos Piani. Segundo o documento, ele ocupou cargos estratégicos em empresas ligadas às operações investigadas durante o período das privatizações.
Piani presidiu o Conselho de Administração da Ambipar entre março de 2023 e setembro de 2024, fase em que ocorreu a forte valorização das ações da companhia.
Entre junho e julho de 2024, também esteve à frente do Conselho da Equatorial Energia, empresa que acabou assumindo o controle da Sabesp na privatização realizada pelo governo paulista. Meses depois, em outubro de 2024, assumiu a presidência da própria Sabesp já privatizada.
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A representação argumenta que a sequência de cargos ocupados por Piani demonstra conexão entre os grupos empresariais envolvidos nas operações financeiras e societárias analisadas pelo Ministério Público.
O documento enviado ao MP-SP também questiona o processo de privatização da Sabesp, concluído em julho de 2024.
A Equatorial Energia foi a única concorrente na disputa pelo bloco de controle da companhia. O preço fechado na operação foi de R$ 67 por ação, abaixo da cotação de mercado da época, que girava em torno de R$ 82.
Segundo a representação, especialistas consultados por entidades do setor avaliaram que o desconto aplicado teria chegado a cerca de 44% abaixo do valor de mercado.
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O texto também aponta que o BTG Pactual coordenou a oferta pública subsequente de ações da Sabesp, enquanto outros bancos participantes teriam ficado fora das principais decisões estratégicas da operação.
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público analisa agora se a representação possui relação com procedimentos já existentes na 5ª Promotoria do Patrimônio Público.
Entre os pedidos feitos ao Ministério Público estão a abertura de inquérito civil, investigação de possível improbidade administrativa e compartilhamento de informações com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal em caso de indícios de crimes de competência federal.
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Em nota enviada ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Equatorial Energia afirmou que todo o processo de desestatização da Sabesp ocorreu dentro da legalidade e com ampla transparência.
No centro das apurações, o Fundo Phoenix passou a ser tratado como um dos principais elementos para entender como foi estruturada a compra da EMAE e quais conexões financeiras podem ter ligado a operação ao chamado Caso Master.
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