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Cimed: entenda a disputa entre João Adibe, moradores dos Jardins e vizinho banqueiro

Publicado 15/04/2026 • 09:05 | Atualizado há 4 meses

KEY POINTS

  • A construção de uma mansão de alto padrão do empresário e dono da Cimed, João Adibe, tem se transformado em um caso judicial complexo.
  • A residência no bairro do Jardins, em São Paulo, envolve moradores da região, um vizinho banqueiro e o Ministério Público de São Paulo.
  • O caso do imóvel reúne questionamentos sobre irregularidades urbanísticas, impactos na vizinhança e cumprimento de regras locais em uma das áreas mais nobres da capital paulista.
João Adibe

Foto: Estadão

Cimed: entenda a disputa entre João Adibe, moradores dos Jardins e vizinho banqueiro

A construção de uma mansão de alto padrão do empresário e dono da Cimed, João Adibe, tem se transformado em um caso judicial complexo. A residência no bairro do Jardins, em São Paulo, envolve moradores da região, um vizinho banqueiro e o Ministério Público de São Paulo.

O caso do imóvel reúne questionamentos sobre irregularidades urbanísticas, impactos na vizinhança e cumprimento de regras locais em uma das áreas mais nobres da capital paulista. A polêmica também envolve uma recusa por parte de João Adibe após o MPSP propor um acordo de indenização de R$ 81 mil.

Leia também: Cimed: quais regras urbanísticas estão em jogo na obra da mansão de João Adibe

Quem são os envolvidos na disputa?

De acordo com a publicação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o caso sobre a mansão em São Paulo envolve diretamente o empresário João Adibe, a Associação dos Moradores dos Jardins (AME Jardins) e um banqueiro vizinho ao imóvel.

A associação representa moradores da região e atua questionando possíveis irregularidades na obra, enquanto o vizinho aponta impactos diretos em sua propriedade.

Ainda de acordo com relatos incluídos no processo, há alegações de danos estruturais em imóveis próximos, como trincas e fissuras, possivelmente causadas por movimentações de terra e uso de equipamentos durante a construção.

O que está sendo questionado na obra?

O principal ponto de conflito gira em torno da natureza do imóvel do empresário. De acordo com a AME Jardins, o projeto teria sido aprovado como uma reforma, mas acabou resultando em uma intervenção muito mais ampla, com praticamente uma demolição total da residência original.

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Além disso, os moradores apontam possíveis descumprimentos de regras urbanísticas, como altura do imóvel acima do permitido, desrespeito aos recuos obrigatórios e alterações não previstas no projeto aprovado.

Embargos e avanço do caso na justiça

A disputa ganhou força após decisões judiciais que mantiveram o embargo da obra. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou os recursos apresentados pela defesa de Adibe, mantendo a paralisação da construção enquanto as investigações seguem.

Junto às negativas, também tramita um inquérito criminal que apura suspeita de descumprimento de embargo. O caso foi iniciado após denúncia da subprefeitura de Pinheiros e passou por diferentes instâncias, incluindo o Juizado Especial Criminal.

Leia também: Por que a Fitch Ratings rebaixou a Cimed? Veja os sinais de alerta

Defesa do empresário e próximos passos

A defesa do empresário afirma que o embargo tinha caráter parcial, limitado ao muro, e sustenta que a obra foi realizada com alvarás válidos. Além disso, destaca que a Prefeitura concedeu o Certificado de Conclusão de Obra (“Habite-se”) em novembro de 2025.

Agora o caso retorna à fase investigativa, com novas condições consideradas necessárias para esclarecer os fatos. É esperado que a disputa envolvendo o dono da Cimed, o vizinho e órgãos públicos se estenda por um longo tempo, já que o acordo proposto pelo Ministério Público foi recusado pelo empresário.

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