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Aegea: o que mudou no balanço da empresa? Veja os números antes e depois
Publicado 12/05/2026 • 14:02 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 12/05/2026 • 14:02 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A reapresentação dos balanços da Aegea trouxe novos impactos para o mercado financeiro e afetou diretamente a Itaúsa. Após os ajustes contábeis feitos pela empresa de saneamento, a holding registrou uma redução milionária em seu patrimônio líquido por causa da participação acionária que mantém na companhia.
Além dos impactos diretos à holding que controla o Itaú, o episódio aumenta as dúvidas do mercado sobre governança, riscos financeiros, além de um possível plano futuro de abertura de capital da companhia.
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A Itaúsa informou por meio de um fato relevante que os ajustes contábeis feitos pela Aegea reduziram em aproximadamente R$ 700 milhões o patrimônio líquido da Holding. A empresa possui participação de 13,27% na companhia de saneamento e acabou impactada pelas revisões apresentadas nos balanços.
Mesmo assim, a Itaúsa afirmou que a redução é considerada imaterial diante do patrimônio líquido de R$ 89 bilhões registrado no fim de 2025. A holding também destacou que atua como acionista minoritária da Aegea e não participa diretamente da gestão operacional e financeira da empresa.
Segundo o comunicado, representantes da Itaúsa solicitaram um diagnóstico detalhado do ocorrido, além da apresentação de um plano de ação voltado ao fortalecimento da governança de riscos e controles internos.
A Aegea reapresentou os dados financeiros de 2024 após revisar políticas contábeis e reavaliar estimativas ligadas a exercícios anteriores. Com isso, a companhia incorporou os ajustes nas demonstrações financeiras de 2025 e refez os resultados no ano anterior.
O patrimônio líquido consolidado da empresa caiu cerca de R$ 5 bilhões, antes da revisão, o valor aparecia em R$ 11,4 bilhões. Depois dos ajustes, o patrimônio passou para R$ 6,4 bilhões. O lucro líquido de 2024 também sofreu forte redução.
Inicialmente, a companhia havia informado um lucro de R$ 2,3 bilhões. Após a reapresentação, o resultado caiu para R$ 1,8 bilhão. Segundo a empresa, os ajustes possuem natureza exclusivamente contábil e não afetam geração de caixa operacional, liquidez financeira ou obrigações de dívida.
Entre os principais pontos revisados, aparecem critérios de reconhecimento de receita, perdas de crédito esperadas e baixas contas a receber. A empresa também realizou ajustes ligados a contratos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), além da mensuração de ativos financeiros.
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Siga o Times | CNBCAinda segundo a Aegea, o objetivo do processo foi reduzir diferenças entre o resultado contábil e a geração efetiva de caixa da companhia.
O mercado reagiu rapidamente após os atrasos na divulgação dos resultados e a reapresentação dos balanços:
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A reapresentação dos balanços ocorreu em meio a um momento delicado para a empresa. Investigações homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça apontaram supostos pagamentos de pelo menos R$ 63 milhões em propina entre 2010 e 2018 para obtenção ou manutenção de concessões de saneamento.
A Aegea firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal e aceitou pagar R$ 439 milhões à União. Segundo a companhia, os fatos investigados ocorreram antes de 2018 e passaram por apurações internas independentes, compartilhadas voluntariamente com o MPF.
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