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Entrelinhas de Mercado: Fundador da Stefanini diz que IA ainda não mudou o ponteiro das empresas
Publicado 05/05/2026 • 22:21 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 05/05/2026 • 22:21 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
A inteligência artificial já produz ganhos concretos em áreas específicas das empresas, mas ainda não mudou o resultado das companhias como um todo. É o que afirmou Marco Stefanini, fundador da Stefanini, no Entrelinhas de Mercado, programa do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC apresentado por Junior Borneli.
Segundo Stefanini, ainda há uma distância entre o entusiasmo das lideranças com a IA e a capacidade das organizações de transformar essa tecnologia em resultado institucional.
“Mudou o ponteiro da empresa como um todo? Ainda não”, disse.
O empresário afirmou que a IA deve ser tratada como um processo de aprendizado dentro das companhias. Para ele, as empresas não devem abandonar projetos apenas porque os resultados não aparecem de forma imediata.
“Eu acho que as empresas não podem desistir por isso. Ao contrário, elas devem entender o que falta aprender”, disse.
Stefanini afirmou que a alta liderança das empresas já reconhece a necessidade de agir diante da IA. O problema, segundo ele, está no nível intermediário de gestão, que tende a preservar o funcionamento atual.
“No C-level, no conselho, há um certo consenso de que precisa fazer alguma coisa útil”, disse. “No mid management, não. O mid management tem uma tendência de seguir o status quo.”
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Para o fundador da Stefanini, o maior desafio das empresas não está na tecnologia em si, mas na mudança de mentalidade e na capacidade de execução. Ele afirmou que muitas organizações têm visão estratégica, mas dificuldade de transformar essa visão em prática.
“A parte de tecnologia é o menos desafiante. O maior desafio é na parte do mindset, no change management”, afirmou.
Stefanini disse que há uma “romantização” em torno da inteligência artificial, mas comparou o atual momento à internet. Segundo ele, toda grande onda tecnológica passa por excesso de expectativa, frustrações e, depois, transformação estrutural.
“Tem uma parte de excesso de expectativa, tem. E às vezes isso traz um pouco de frustração”, afirmou. “Mas não dá para negar que, por outro lado, é algo muito transformador.”
O empresário citou exemplos de áreas em que a IA já gera valor. Na indústria, segundo ele, há ganhos em consumo de energia, segurança, manutenção e redução de investimentos de capital. Em setores voltados ao consumidor, como varejo, bancos e telecomunicações, a tecnologia ajuda em segmentação e personalização.
Ele afirmou, porém, que muitos desses recursos já existiam antes. A diferença é que a IA generativa acelera processos e torna viáveis tarefas que antes eram caras ou difíceis de automatizar.
Stefanini também destacou a importância de dados confiáveis. Segundo ele, não é possível ter uma IA eficaz sem uma base de dados bem estruturada.
“Não adianta querer ter uma IA eficaz se você não tem uma base de dados confiável”, afirmou.
Ao falar sobre a trajetória global da Stefanini, o empresário disse que o Brasil tem profissionais de tecnologia acima da média em comparação com vários países, mas ainda precisa criar condições para que mais empresas consigam exportar tecnologia.
Para ele, falta um programa de estado, e não apenas de governo, para posicionar o país no mercado global. Stefanini citou a Índia como exemplo de estratégia de longo prazo voltada à educação, formação em áreas exatas e promoção internacional.
“Um sonho meu é ver o Brasil voar mais alto”, afirmou. “Às vezes a gente brinca que o Brasil é um tesouro escondido.”
Segundo o empresário, o tamanho do mercado brasileiro também pode funcionar como barreira. Embora o mercado interno seja grande, ele disse que o país é complexo e consome muita energia das empresas, reduzindo o foco em expansão internacional.
Stefanini afirmou ainda que empresas de tecnologia precisam ser “apaixonadas pelo problema do cliente”, e não apenas pela própria solução. Para ele, gerar valor exige entender a necessidade real do cliente e garantir que projetos saiam da prova de conceito para a adoção em escala.
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“Muitas vezes a empresa de tecnologia tem o hábito de empurrar o produto. Na verdade, você tem que entender o problema ou a oportunidade para propor a solução”, disse.
O empresário também defendeu que a IA deve ajudar empresas a reduzir camadas hierárquicas. Segundo ele, excesso de hierarquia representa perda de velocidade e eficiência.
“Hierarquia não é só custo, é uma perda de velocidade, uma perda de eficiência brutal numa organização”, afirmou.
Para o futuro da Stefanini, o fundador disse acreditar na combinação entre humanos e máquinas. Segundo ele, o peso de cada parte dependerá do tipo de serviço, mas a empresa continuará buscando subir na curva de valor em um setor marcado por forte comoditização.
“A gente acredita muito na combinação humano-máquina”, afirmou. “Essa combinação vai depender do tipo de serviço.”
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