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EXCLUSIVO CNBC: Boeing gera US$631 milhões em caixa e meta de US$ 3 bi ao ano, diz CEO Kelly Ortberg
Publicado 28/07/2026 • 19:34 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/07/2026 • 19:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Boeing gerou US$ 631 milhões em fluxo de caixa livre no segundo trimestre e manteve a projeção de encerrar 2026 com resultado positivo entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões. O CEO da fabricante, Kelly Ortberg, afirmou que o aumento da produção e das entregas começa a se refletir nas receitas e na geração de caixa.
“Foi um trimestre muito sólido para nós em termos de execução. Estamos aumentando a produção exatamente como planejamos. Isso gera receitas maiores e melhora o fluxo de caixa”, disse Ortberg, em entrevista exclusiva à CNBC.
A companhia registrou fluxo de caixa operacional de US$ 1,36 bilhão no período. No mesmo trimestre de 2025, o fluxo de caixa livre havia ficado negativo em US$ 200 milhões.
A receita da Boeing cresceu 8% na comparação anual, de US$ 22,75 bilhões para US$ 24,56 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela entrega de 171 aviões comerciais, aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do avanço operacional, a fabricante registrou prejuízo líquido de US$ 428 milhões, ante perda de US$ 612 milhões um ano antes. O prejuízo ajustado foi de US$ 0,76 por ação.
Ortberg afirmou que a melhora depende da continuidade da execução do plano da companhia.
“Precisamos continuar executando. Temos que dar provas aos investidores. Estamos vendo a incerteza na empresa diminuir, com melhor desempenho, produção e fluxo de caixa”, disse.
A carteira total de pedidos atingiu o recorde de US$ 715 bilhões ao fim do trimestre, incluindo mais de 6.200 aeronaves comerciais.
A Boeing suspendeu anteriormente suas projeções de longo prazo diante das incertezas relacionadas ao ritmo de produção, à certificação de aeronaves e aos contratos da divisão de defesa.
Questionado sobre quando a companhia poderia voltar a apresentar uma meta de fluxo de caixa livre próxima de US$ 10 bilhões, Ortberg não estabeleceu uma data.
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Siga o Times | CNBC“Não há dúvida de que a faixa de incerteza está diminuindo. Vamos passar pelo nosso processo de planejamento, focados em oferecer uma perspectiva de longo prazo melhor para nossos investidores”, afirmou.
“Não decidimos exatamente quando faremos isso. Faz parte do nosso processo, mas acho que será em breve”, acrescentou.
Ortberg destacou a conclusão dos testes de voo necessários ao processo de certificação das duas novas variantes da família 737, o 737-7 e o 737-10.
A Boeing espera obter a certificação dos dois modelos ainda em 2026 e realizar as primeiras entregas em 2027. A produção do programa 737 começou a avançar para um ritmo de 47 aviões por mês no segundo trimestre.
“Isso é importante porque esses aviões compõem nossa carteira de pedidos para entregas em 2027”, afirmou o CEO.
A fabricante também recebeu autorização da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos para iniciar uma nova etapa dos testes de certificação do 777X. A primeira entrega do modelo continua prevista para 2027.
Os resultados da área de defesa foram pressionados por uma despesa de US$ 280 milhões relacionada ao programa VC-25B, que prevê a produção dos novos aviões presidenciais americanos, conhecidos como Air Force One.
A Boeing afirmou que o valor reflete investimentos adicionais em produção e certificação. A primeira entrega permanece prevista para 2028.
“Superamos a fase de projeto desse programa e agora estamos modificando e testando os aviões. É muito importante para o cliente que entreguemos no prazo. Vamos alocar mais recursos para garantir que isso aconteça”, disse Ortberg.
A receita da divisão de defesa, espaço e segurança aumentou 13%, para US$ 7,48 bilhões. A unidade, no entanto, registrou prejuízo operacional de US$ 15 milhões no trimestre.
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