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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Equinor vê Brasil como peça-chave em meio à incerteza no petróleo

Publicado 16/06/2026 • 21:20 | Atualizado há 5 dias

KEY POINTS

  • Anders Opedal, CEO da Equinor, disse à CNBC que a companhia está bem posicionada por concentrar produção na margem atlântica, incluindo o Brasil.
  • Executivo afirmou que a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz pode levar semanas ou meses.
  • Companhia reduziu investimentos em eólica offshore e passou a direcionar parte dos recursos para baterias e geração de energia a gás.

O Brasil aparece como uma peça relevante na estratégia global da Equinor em meio às incertezas no Oriente Médio e aos riscos para o transporte internacional de petróleo.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Anders Opedal, presidente e CEO da Equinor, afirmou que a companhia está bem posicionada para abastecer mercados globais por concentrar sua produção ao longo da margem atlântica, incluindo o Brasil, além de regiões como Golfo do México, Angola e Argentina.

“Acho que estamos bem posicionados. Concentramos nossa produção ao longo da margem atlântica no Brasil, Golfo do México, Angola, Argentina. Isso significa que conseguimos abastecer os mercados com petróleo”, disse.

Brasil no mapa da diversificação

A avaliação ocorre em um momento em que compradores globais de petróleo reavaliam riscos de fornecimento após a crise no Oriente Médio e as ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

Segundo Opedal, clientes em diferentes regiões devem buscar alternativas de abastecimento depois do conflito.

“Os clientes do mundo todo vão se perguntar se, depois dessa guerra, será possível obter petróleo de outros lugares”, afirmou.

Para o executivo, esse movimento tende a ampliar a diversificação das fontes de fornecimento de petróleo.

“Haverá mais diversificação no fornecimento de petróleo, com a possibilidade de comprar petróleo de diferentes regiões do mundo”, disse.

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Ormuz pode levar meses para normalizar

Opedal afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz é uma notícia positiva, mas ponderou que o retorno ao fluxo normal pode demorar.

“A normalização significa que Ormuz esteja aberto ao tráfego como antes da guerra”, afirmou. “Esperamos uma ótima notícia, que esteja aberto agora, e espero que isso aconteça rapidamente, mas provavelmente levará algumas semanas ou meses até que vejamos o tráfego normalizado.”

O CEO disse que a situação melhorou para produtores de petróleo com a alta dos preços, mas observou que os estoques seguem baixos e que o fluxo pelo estreito ainda não voltou ao pico.

Produção não mudou por causa da crise

Questionado sobre aumento de produção durante o período de tensão no Oriente Médio, Opedal disse que a Equinor teve um primeiro trimestre forte, mas afirmou que isso não foi uma resposta direta à crise.

Segundo ele, os investimentos e a produção da companhia são guiados por uma visão de longo prazo.

“Estamos pensando a longo prazo. Todos os investimentos e toda a nossa produção são baseados em uma visão de longo prazo, e estamos produzindo o máximo possível o tempo todo”, disse.

O executivo afirmou que a empresa não alterou produção nem planos de investimento por causa da situação no Oriente Médio.

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“Não alteramos nossa produção, nem nossos planos de investimento em função da situação no Oriente Médio”, afirmou.

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Eólica offshore perde espaço

Opedal também disse que a Equinor reduziu investimentos em energia eólica offshore diante de um cenário mais difícil para o setor.

“Definitivamente reduzimos nossos investimentos em energia eólica offshore”, afirmou. “Tem sido um mercado difícil há muitos anos em diferentes partes do mundo.”

Segundo o CEO, o aumento de custos levou a companhia a revisar sua exposição. A Equinor ainda executa três megaprojetos na área, mas não planeja muitos novos projetos para o futuro.

A empresa passou a direcionar parte dos investimentos para baterias e geração de energia a gás.

“Estamos direcionando parte do investimento para baterias e geração de energia a gás”, disse.

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