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EXCLUSIVO CNBC: CEO da ExxonMobil vê gasolina cara por mais tempo devido a gargalo no refino

Publicado 31/07/2026 • 18:22 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Darren Woods afirma que os preços nas bombas se descolaram das cotações do petróleo por causa da restrição global na capacidade de refino.
  • Alívio depende da normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz e da recomposição dos estoques de combustíveis.
  • CEO alerta que novas regras europeias para emissões de metano podem inviabilizar importações de petróleo e gás pela companhia.

Os preços da gasolina devem permanecer elevados por mais tempo, mesmo sem uma alta equivalente nas cotações do petróleo, diante da limitação da capacidade global de refino, afirmou Darren Woods, presidente e CEO da ExxonMobil.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo disse que a relação histórica entre o preço do petróleo bruto e o valor pago pelos consumidores nos postos foi interrompida pelas restrições na oferta de derivados.

“Existe uma desconexão hoje porque agora temos uma restrição de refino. Os preços nas bombas são estabelecidos pela oferta e demanda de produtos petrolíferos, não apenas pelo petróleo”, afirmou.

Segundo Woods, esse cenário explica por que os preços dos combustíveis não recuaram na mesma proporção que as cotações do petróleo em determinados momentos.

“Não criaria expectativas no curto prazo. Acho que veremos preços consistentes com os níveis atuais por um bom tempo”, disse.

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Normalização depende do Estreito de Ormuz

Para Woods, uma queda mais consistente dos preços depende da recuperação da produção no Oriente Médio, da normalização do transporte pelo Estreito de Ormuz e da recomposição dos estoques globais.

O executivo também citou a necessidade de aumento das exportações chinesas de derivados para aliviar a restrição de oferta no mercado internacional.

“O recurso da região precisa chegar ao mercado. O estreito tem que abrir porque é uma das principais artérias de abastecimento para o mundo”, afirmou.

O tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentou após um entendimento firmado em junho, mas os fluxos ainda não retornaram totalmente aos níveis anteriores ao conflito, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Woods afirmou que a ExxonMobil está preparada para operar tanto em momentos de alta quanto de baixa nos preços das commodities, mas ressaltou que a economia global continua dependente dos recursos produzidos no Oriente Médio.

ExxonMobil alerta para regra europeia de metano

O CEO também criticou as novas exigências da União Europeia para o monitoramento das emissões de metano associadas às importações de petróleo e gás.

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A partir de janeiro de 2027, exportadores para o bloco deverão adotar medidas equivalentes de medição, comunicação e verificação das emissões.

Woods afirmou que, na avaliação da ExxonMobil, as exigências não podem ser cumpridas nas condições atuais. Caso a companhia não consiga atender à legislação, deixará de importar os produtos necessários às suas operações europeias.

“A nossa política em todo o mundo é não violar leis conscientemente. Se não pudermos cumprir uma regulamentação para importar petróleo e gás, não importaremos”, disse.

Segundo ele, o problema não está restrito à ExxonMobil e pode atingir toda a indústria que fornece petróleo e gás natural ao mercado europeu.

“Eles estão seguindo um caminho que não apresenta resultados positivos. Em um momento de falta de produtos, as políticas deveriam abrir o comércio e ampliar o acesso, não restringi-lo”, afirmou.

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Companhia avalia retorno à Venezuela

Woods também disse que a ExxonMobil enviou equipes técnicas à Venezuela para avaliar oportunidades, mas ainda exige mudanças estruturais antes de realizar novos investimentos no país.

Entre as condições citadas pelo executivo estão garantias aos investidores, regras fiscais, segurança jurídica e oportunidades capazes de oferecer o retorno esperado pela companhia.

“Vemos oportunidades e um papel para nós, mas precisamos ter as bases e as estruturas certas que nos deem segurança para voltar a investir”, afirmou.

O executivo destacou a experiência da ExxonMobil na exploração de petróleo pesado, característica predominante em parte das reservas venezuelanas.

“Existe um papel para nós desempenharmos. Mas precisa ser bom para a Venezuela, para a nossa empresa e para os nossos acionistas”, disse.

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