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Rosatom avalia usinas nucleares flutuantes para geração de energia no Brasil
Publicado 17/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Foto: unsplash
Rosatom avalia usinas nucleares flutuantes para geração de energia no Brasil
A Rosatom avalia o uso de usinas nucleares flutuantes para geração de energia em áreas remotas da Amazônia e em operações de exploração e produção de petróleo offshore no Brasil.
A proposta foi apresentada pelo grupo russo durante o 51º Simpósio Anual da Associação Nuclear Mundial (WNA), realizado em Londres e encerrado em 11 de setembro. Segundo a Cenário Energia, a tecnologia é considerada pela empresa para projetos que tenham alta demanda de eletricidade ou estejam em regiões com dificuldades de conexão à infraestrutura convencional.
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Ruan Nunes de Souza, vice-diretor do Centro Regional da Rosatom na América Latina, apresentou a possibilidade durante uma sessão dedicada a grandes consumidores de eletricidade. De acordo com o executivo, a companhia já avalia aplicações da tecnologia no Brasil e considera que as usinas flutuantes podem atender diferentes projetos.
Na Amazônia, a Rosatom analisa a possibilidade de instalar uma unidade flutuante em áreas remotas. A avaliação considera localidades com restrições de conexão aos sistemas convencionais de geração e transmissão.
A empresa também identifica potencial para utilizar a tecnologia em atividades de exploração e produção de petróleo offshore. Dessa forma, nesse caso, a aplicação poderia atender instalações que tenham demanda elevada de eletricidade e necessidade de fornecimento contínuo.
A proposta, portanto, ainda aparece como uma possibilidade em avaliação pela Rosatom. O material divulgado pela empresa não apresenta um projeto específico, cronograma de implantação ou decisão sobre a instalação de uma unidade no país.
A discussão sobre as usinas flutuantes ocorreu em um evento que também colocou o financiamento da expansão nuclear entre os principais temas. Além disso, o simpósio reuniu empresas, governos, reguladores, instituições financeiras e especialistas. O objetivo foi discutir formas de transformar as metas de expansão da geração nuclear em projetos concretos.
Segundo a WNA, os investimentos necessários para sustentar essa expansão poderão superar US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1,287 trilhão) por ano até meados da década de 2030.
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Polina Lion, diretora de Sustentabilidade da Rosatom, apontou quatro frentes para viabilizar esse movimento: coordenação entre governos, reguladores e fornecedores; fortalecimento das cadeias produtivas e da participação local; formação de profissionais; e aproximação com instituições financeiras e grandes consumidores.
Durante o encontro, a WNA também apresentou o World Nuclear Investment Guide, publicação destinada a governos, desenvolvedores e instituições financeiras envolvidos na estruturação de projetos e na mobilização de recursos. Irina Skvortsova, chefe do Departamento de Projetos de Negócios Internacionais da Rosatom, participou da elaboração do documento.
A cooperação entre os países do BRICS também esteve entre os assuntos discutidos no simpósio. Segundo dados apresentados por Elsie Pule, coordenadora-chefe da Plataforma de Energia Nuclear do BRICS, os países do bloco concentram mais de 70% da capacidade nuclear atualmente em construção no mundo.
Os integrantes, porém, possuem diferentes níveis de desenvolvimento em seus programas nucleares. Enquanto alguns contam com programas mais maduros e capacidades industriais consolidadas, outros ainda desenvolvem suas estruturas no setor.
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O Brasil participa da Plataforma de Energia Nuclear dos BRICS por meio da ABDAN e da NBEPar. Criada em 2024, a iniciativa reúne organizações da Rússia, China, África do Sul, Irã, Brasil, Bolívia, Etiópia e Egito para ampliar a cooperação no uso pacífico da tecnologia nuclear.
A WNA reúne 275 empresas e organizações de 44 países. Na 51ª edição do simpósio, a Rosatom participou das discussões sobre financiamento, desenvolvimento tecnológico e formação de mão de obra. O evento também abordou as condições necessárias para ampliar a geração nuclear e transformar as metas do setor em novos projetos.
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