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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Technip Energies explica estratégia de manter equipes mobilizadas durante a guerra no Irã

Publicado 03/07/2026 • 20:27 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O executivo diz que estratégia foi decisiva para a retomada das atividades da empresa após o acordo entre Irã e EUA.
  • Para reverter impacto dos bombardeios nas unidades de Gás Natural Liquefeito no Catar, a empresa pretende colocar novas unidades em produção.
  • A Technip Energies busca reduzir a dependência geográfica e anunciou o primeiro grande projeto de GNL nos EUA.

Os sinais de estabilização em suas operações nos países do Golfo e no Estreito de Ormuz vêm sendo observados pelo mercado, sobretudo para empresas do setor de energia. É o caso da Technip Energies, gigante francesa de engenharia e tecnologia para o segmento energético.

Em entrevista exclusiva à CNBC Europa, o CEO da companhia, Arnaud Pieton, detalhou como a empresa navegou pela crise, os planos para uma normalização completa e por que o cenário pós-guerra pode abrir uma nova onda de oportunidades de negócio na região.

Segundo o executivo, a companhia não parou as atividades durante o período mais crítico do confronto. Um diferencial que, segundo ele, foi decisivo para a rapidez da retomada.

“Tivemos que revisar a projeção devido à nossa incapacidade de avançar normalmente. A boa notícia é que hoje todas as nossas equipes estão totalmente mobilizadas”, disse.

O executivo falou a respeito do impacto no Catar, onde duas unidades de Gás Natural Liquefeito (GNL) foram atingidas durante o confronto. Segundo o CEO, o caminho mais eficiente para restaurar a capacidade produtiva do país não passa pelo reparo das estruturas danificadas.

“O caminho mais rápido é colocar em produção as novas unidades que estamos construindo agora”, afirma.

Além da aceleração pontual de projetos, Pieton identificou uma mudança estrutural mais profunda no comportamento dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Marcados pela experiência recente de vulnerabilidade com o fechamento do Estreito de Ormuz, esses países adotaram o que o executivo descreveu como uma postura de “nunca mais”.

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“Eles querem se emancipar da ideia de serem feitos reféns pelo fechamento do Estreito de Ormuz, algo que eles realmente querem evitar”, explicou.

Como resultado, governos e empresas da região estudam de forma intensiva novas rotas e instalações de exportação de gás e outros produtos fora do estreito, com destaque para projetos do lado externo, como em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Para a Technip Energies, esse movimento representa uma fonte relevante de novos negócios, com mais instalações de exportação que significam, na prática, mais oportunidades de engenharia e construção para a companhia.

Um dos pilares da Technip Energies para reduzir a dependência de qualquer região específica é a estratégia de diversificação geográfica. De acordo com o CEO, é um movimento que avança em ritmo acelerado.

“Sim, nós identificamos oportunidades muito claras nos Estados Unidos e, na verdade, assinamos o nosso primeiro grande projeto de GNL por lá há apenas algumas semanas”, revelou.

Na Europa, o Reino Unido desponta como mercado de destaque, e a companhia já registra avanços concretos no continente. No início do ano, a Technip Energies assinou um contrato para um projeto de combustível sustentável para aviação (SAF) na Holanda.

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