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EXCLUSIVO CNBC: Criação de data centers no espaço é possibilidade real, diz Jeff Bezos

Publicado 20/05/2026 • 15:30 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • Fundador da Amazon afirmou à CNBC que data centers em órbita são uma possibilidade “muito realista”.
  • Bezos disse que custos de lançamento precisam cair e que energia deve pesar mais no custo dos data centers terrestres.
  • Comentários ocorrem em meio à expectativa pelo IPO da SpaceX e ao avanço de projetos espaciais ligados à IA.

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Data centers no espaço são uma possibilidade real, mas o prazo de 2 a 3 anos estimado por parte do mercado é “um pouco ambicioso”, afirmou Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo Bezos, a ideia de levar infraestrutura computacional para a órbita deve se concretizar, mas ainda depende de avanços relevantes em custos de lançamento, energia e chips.

“A pergunta é: data centers no espaço são realistas? A resposta é sim. O cronograma é mais difícil de responder”, disse. “Pessoas que falam em 2 ou 3 anos provavelmente estão sendo um pouco ambiciosas.”

O tema ganhou força com a corrida de empresas espaciais para viabilizar data centers em órbita, em um momento de forte demanda por infraestrutura para inteligência artificial. Defensores do modelo afirmam que instalações fora da Terra poderiam acessar energia solar de forma contínua e reduzir a pressão por terrenos para grandes data centers.

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Bezos afirmou que a principal vantagem do espaço está no acesso permanente à energia solar, sem nuvens ou variações climáticas. Hoje, segundo ele, a energia representa menos de 15% do custo total de propriedade de data centers terrestres.

“A maior vantagem de estar no espaço é que a energia é gratuita. Você recebe energia solar 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou.

Para o fundador da Blue Origin, esse cálculo pode mudar à medida que os chips ficarem mais baratos e a energia passar a representar uma fatia maior do orçamento dos data centers.

“Hoje, os chips são tão caros que a energia não é uma parte tão grande. Isso provavelmente vai mudar”, disse.

Outro ponto central, segundo Bezos, é o custo de lançamento. Ele afirmou que esse valor precisa cair de forma significativa, em cerca de 10 vezes, para tornar data centers espaciais economicamente viáveis.

“Esse é o trabalho que estamos fazendo aqui”, afirmou, ao comentar os esforços da Blue Origin para reduzir custos de acesso ao espaço.

Mesmo com o avanço da infraestrutura orbital, Bezos disse que isso não deve reduzir, no curto prazo, os investimentos em data centers terrestres. Para ele, a demanda atual por capacidade computacional continua forte e exige expansão imediata em terra.

“Você vai precisar de tanta capacidade de data centers terrestres quanto conseguir organizar no curto prazo”, disse. “Essa tecnologia é real.”

Os comentários ocorrem em meio à expectativa pelo pedido de IPO da SpaceX, que pode ocorrer ainda nesta semana. A empresa de Elon Musk foi avaliada recentemente em US$ 1,25 trilhão após sua fusão com a xAI e pode buscar uma avaliação de US$ 1,75 trilhão ou mais em uma abertura de capital.

Bezos afirmou que não conhece detalhes suficientes das finanças da SpaceX para avaliar se a cifra é adequada, mas disse que o setor espacial terá papel central na economia.

“Uma coisa que posso dizer com certeza é que o espaço será uma indústria gigantesca”, afirmou.

A Blue Origin também busca avançar em projetos de infraestrutura espacial. Em março, a empresa apresentou planos à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos para enviar 51.600 satélites de data center à órbita baixa da Terra, como parte do chamado Project Sunrise.

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Esses satélites seriam apoiados pela constelação TeraWave, planejada pela Blue Origin. A empresa pediu autorização regulatória para iniciar a implantação da constelação no quarto trimestre de 2027.

Além dos data centers, Bezos disse que a estratégia da Blue Origin envolve transferir parte da atividade industrial da Terra para a Lua. Segundo ele, isso inclui a produção de células solares com materiais lunares, que poderiam ser lançadas com mais facilidade para o espaço por causa da menor gravidade.

A companhia também trabalha com a Nasa e o governo dos Estados Unidos em planos para uma base permanente na Lua e para ampliar capacidades de defesa espacial.

“Eu alertaria as pessoas que acham que tudo isso é ficção científica a terem um pouco de cuidado com esse julgamento, porque é real, está acontecendo”, disse. “Provavelmente vai acontecer mais rápido do que a maioria das pessoas pensa.”

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