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EXCLUSIVO CNBC: Crusoe integra energia, chips e nuvem para atender expansão da inteligência artificial, diz CEO

Publicado 18/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Chase Lochmiller, CEO da Crusoe Energy Systems, diz que demanda por IA sustenta nova onda de investimentos em data centers.
  • Lochmiller diz que a utilização de chips pode superar o ciclo tradicional de depreciação de seis anos e destaca demanda também por gerações anteriores de GPUs.
  • O executivo afirma que grandes projetos de data centers podem gerar empregos e ampliar a arrecadação tributária das comunidades onde são instalados.

A Crusoe Energy Systems, empresa de infraestrutura para inteligência artificial, captou US$ 3,9 bilhões em uma nova rodada de investimentos e aposta na expansão da capacidade computacional para atender ao crescimento da demanda por IA.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Chase Lochmiller, CEO da companhia, afirmou que a estratégia vai além da construção de data centers e combina energia, processamento e serviços de nuvem.

Segundo Lochmiller, a Crusoe opera uma plataforma verticalmente integrada de infraestrutura de IA, abrangendo desde o fornecimento de energia até a capacidade de processamento necessária para gerar tokens.

“Gerenciamos tudo, desde o elétron até o token”, afirmou.

A estratégia inclui a ativação de megawatts disponíveis para infraestrutura computacional e a construção e operação de data centers projetados especificamente para inteligência artificial. A companhia atua tanto em grandes projetos quanto em estruturas modulares menores voltadas à inferência.

Entre os projetos de maior escala está o complexo da empresa em Abilene, no Texas, utilizado para o treinamento de grandes modelos em parceria com a OpenAI. A Crusoe também desenvolveu o Crusoe Spark, um data center modular destinado a ampliar a capacidade de processamento necessária para aplicações de IA.

A companhia mantém ainda parcerias com Nvidia e AMD para implementar e operar clusters de GPUs em larga escala. Segundo Lochmiller, a empresa também desenvolve softwares de infraestrutura para administrar esses chips e permitir que clientes extraiam valor dos investimentos em capacidade computacional.

O avanço dos investimentos em data centers ocorre em meio a questionamentos sobre o retorno econômico dos projetos e sobre a dimensão dos gastos de capital necessários para acompanhar a expansão da IA.

Lochmiller afirmou que a forte demanda por computação reflete o valor que empresas estão conseguindo extrair dessa infraestrutura. Ao mesmo tempo, fatores como inflação de mão de obra e materiais têm elevado os custos de construção.

Na avaliação do executivo, ainda existe uma diferença significativa entre o custo da infraestrutura e o valor que os clientes conseguem gerar a partir dela.

“Eu realmente acho que ainda existe uma enorme diferença entre o valor que está sendo obtido dessa computação”.

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Outro ponto discutido foi a vida útil econômica das GPUs. Segundo Lochmiller, a Crusoe segue o padrão da indústria de seis anos para a depreciação dos chips. Na prática, porém, a companhia observa utilização por períodos mais longos.

Para ele, a demanda não se limita às GPUs de última geração. Os chips mais avançados continuam sendo procurados para treinamento e operação de grandes modelos, mas gerações anteriores também permanecem relevantes quando o objetivo é obter capacidade computacional a um custo menor.

“Sempre haverá demanda por uma solução mais rentável para entregar inteligência”.

Lochmiller citou a demanda pelos chips Blackwell, da Nvidia, e pela próxima geração, além de gerações anteriores utilizadas para desenvolver e ampliar aplicações de inteligência artificial.

Segundo ele, a procura alcança também chips que já não estão na fronteira tecnológica.

O executivo também abordou a resistência à construção de grandes data centers, em um momento de crescente preocupação com os impactos desses projetos sobre energia, infraestrutura e comunidades locais.

A Crusoe busca atuar em regiões onde exista disponibilidade de energia e onde os projetos sejam bem recebidos pela população. A empresa considera os investimentos como iniciativas de longo prazo e afirma trabalhar para estabelecer relações com as comunidades.

“Quando fazemos esses investimentos, são investimentos de várias décadas. Então, realmente tentamos ser um parceiro extremamente bom para as comunidades”, afirmou.

Entre os benefícios apontados estão a criação de empregos e o aumento da arrecadação tributária. Lochmiller citou novamente Abilene, no Texas, onde a empresa mantém um grande projeto de infraestrutura de IA.

Segundo o executivo, os investimentos da Crusoe na região deverão representar aproximadamente um terço de toda a receita tributária do condado e da cidade. Ele também afirmou que a arrecadação destinada ao sistema de educação local deverá mais que dobrar.

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