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EXCLUSIVO CNBC: Guerra no Oriente Médio e conflito na Ucrânia pressionam oferta global de diesel, diz CEO da ExxonMobil

Publicado 30/10/2026 • 21:46 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Darren Woods, CEO da ExxonMobil, alerta que conflitos geopolíticos pressionam a capacidade global de refino.
  • Refinarias da companhia operam em níveis recordes de utilização, com produção histórica de diesel.
  • ExxonMobil investiu quase US$ 250 bilhões em dez anos e planeja aplicar mais de US$ 100 bilhões até 2030.

Os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia pressionam a capacidade mundial de refino de petróleo e reduzem a disponibilidade de combustíveis, especialmente diesel.

A avaliação é de Darren Woods, CEO da ExxonMobil, em entrevista exclusiva à CNBC.

A companhia registrou lucro acima das expectativas no trimestre, mesmo com a forte oscilação dos preços do petróleo. Para Woods, a principal restrição do mercado está na capacidade de transformar petróleo bruto em produtos refinados, afetada por interrupções no fornecimento e dificuldades logísticas.

“Se pensarmos no Oriente Médio e no fechamento do Estreito de Hormuz, no conflito entre a Ucrânia e a Rússia, com os ucranianos eliminando a capacidade de refino na Rússia, os chineses não estão operando em taxas plenas”.

Segundo o executivo, cerca de metade da capacidade de refino da Rússia foi comprometida pelos ataques ucranianos. Ao mesmo tempo, o fechamento do Estreito de Hormuz reduziu o fluxo de combustíveis que passam pela região.

Mesmo com a recuperação dos preços do petróleo bruto, a oferta de produtos refinados continua limitada.

O diesel concentra uma das principais preocupações da companhia. Woods destacou que o combustível é essencial para a atividade econômica e apresenta demanda pouco sensível às variações de preço.

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“Francamente, o diesel é o ponto crucial aqui, porque é tão crítico para o crescimento econômico e tem uma demanda muito inelástica”.

Para ampliar a oferta, a ExxonMobil opera suas refinarias em níveis recordes de utilização. A produção global de diesel também alcançou marcas históricas, com volumes recordes na América do Norte.

Woods afirmou que a capacidade de atender ao mercado durante períodos de interrupção no fornecimento depende de investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

A companhia aplicou quase US$ 250 bilhões na última década, dos quais aproximadamente 10% foram destinados ao negócio de refino.

Até 2030, a ExxonMobil planeja investir mais de US$ 100 bilhões, mantendo cerca de 10% dos recursos direcionados ao segmento.

“Nossa capacidade de abastecer o mercado e atender a essa demanda neste momento de interrupções críticas de fornecimento é uma função de mais de uma década de investimentos muito disciplinados”, afirmou.

O CEO também destacou a política de remuneração dos acionistas, baseada em dividendos estáveis e crescentes e recompras de ações. A estratégia busca fortalecer o balanço patrimonial nos períodos de preços favoráveis para manter os pagamentos mesmo durante as fases de baixa do ciclo de commodities.

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