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EXCLUSIVO CNBC: IA é maior transformação tecnológica da geração, diz CEO da Amazon

Publicado 05/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • CEO da Amazon diz que a IA deve reinventar experiências de clientes e criar serviços ainda não imaginados.
  • Jassy afirmou que a receita anualizada ligada à IA na AWS já supera US$ 15 bilhões, 260 vezes mais que a receita dos três primeiros anos da nuvem.
  • Executivo diz que o negócio de chips da Amazon cresce em ritmo acelerado e poderia alcançar taxa anual de US$ 50 bilhões se vendido a terceiros.

A inteligência artificial é a maior transformação tecnológica desta geração e justifica os investimentos elevados da Amazon em infraestrutura, afirmou Andy Jassy, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a IA deve reinventar cada experiência de cliente conhecida hoje e criar novas formas de uso ainda não imaginadas. Jassy disse que a Amazon está “apostando alto” porque vê uma oportunidade estrutural para clientes, acionistas e para o futuro da empresa.

“Para mim, a grande aposta em investimentos de capital que estamos fazendo é porque acreditamos que a IA é a maior transformação tecnológica de nossas vidas”, afirmou.

O CEO comparou o avanço da IA ao início da Amazon Web Services (AWS), unidade de computação em nuvem da companhia. Segundo ele, nos três primeiros anos da AWS, a Amazon considerava que o negócio crescia rapidamente ao atingir cerca de US$ 56 milhões em receita.

Depois dos três primeiros anos do ciclo de IA, disse Jassy, a receita anualizada já supera US$ 15 bilhões.

“Nossa receita anual ultrapassa US$ 15 bilhões, 260 vezes maior do que nos três primeiros anos”, afirmou.

Jassy disse que, diante de mudanças desse porte, a companhia precisa investir para capturar a oportunidade da melhor forma possível para seus clientes. Segundo ele, a Amazon deve se tornar uma empresa “muito diferente” em cinco a dez anos.

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Investimento em IA pressiona caixa no curto prazo

Questionado sobre críticas ao volume de gastos em inteligência artificial, Jassy afirmou que parte do mercado ignora como funciona o ciclo de caixa em uma empresa de infraestrutura como a Amazon.

Segundo ele, a companhia precisa investir antes de monetizar os produtos. Isso inclui compra de espaço para data centers, energia, estruturas físicas, equipamentos e tecnologia de rede.

“Temos que investir capital e dinheiro antes de podermos monetizar o produto”, disse.

O executivo afirmou que alguns investimentos exigem seis meses de antecedência, enquanto outros precisam ser planejados com dois anos de prazo. Isso pressiona o fluxo de caixa livre no curto prazo, especialmente quando a AWS cresce rapidamente.

Jassy disse, porém, que esses ativos têm vida útil longa. Equipamentos de rede e hardware duram cerca de seis anos, enquanto data centers podem operar por mais de 30 anos.

“Quando o crescimento da receita começa a acompanhar o crescimento dos gastos de capital, você acaba gostando da margem operacional, do fluxo de caixa livre e do retorno sobre o capital investido”, afirmou.

Segundo ele, a Amazon já passou por ciclos semelhantes de forte investimento em capex no passado e viu melhora posterior em geração de caixa e retorno.
“Acredito que a mesma história se repetirá, só que com receitas e fluxo de caixa livre muito maiores no futuro”, disse.

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Chips ganham peso dentro da Amazon

Jassy também destacou o crescimento do negócio de semicondutores da Amazon, ligado à estratégia da companhia para reduzir custos e ampliar capacidade em IA.

Segundo o CEO, a empresa tem tentado explicar melhor ao mercado a importância desse segmento. Ele afirmou que o crescimento dos chips próprios tem sido rápido.

“É impressionante a rapidez com que nosso negócio de chips está crescendo”, disse.

No último trimestre, segundo Jassy, esse negócio teve faturamento superior a US$ 20 bilhões. Ele afirmou que o número pode subestimar o tamanho real da operação porque os chips são usados internamente pela Amazon, e não vendidos como principal atividade a terceiros.

“Se pegássemos todos os chips que vamos produzir em 2026 e os vendêssemos para terceiros, como fazem a maioria das principais empresas de chips, a empresa estaria faturando US$ 50 bilhões em taxa anual”, afirmou.

O executivo disse ainda que esse segmento cresce em ritmo de três dígitos ao ano.

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