Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: “Nunca fiz negócio com o Banco Master”, diz Roberto Justus ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC
Publicado 31/01/2026 • 07:00 | Atualizado há 8 meses
Primeira classe e Starlink: Frontier adapta modelo de baixo custo diante de novas pressões
CEO da Nvidia, Jensen Huang, surge como principal aliado de Trump no debate sobre segurança da IA
Revisão aponta que Fed conhecia riscos antes da falência do Silicon Valley Bank
Gemini, do Google, escapa do ambiente de testes e invade sistemas de três empresas
Jornalistas da MS NOW, CNN e Politico são impedidos de entrar na Casa Branca após proibição de Trump
Publicado 31/01/2026 • 07:00 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Divulgação
O empresário Roberto Justus
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o empresário Roberto Justus negou ter sido sócio direto do Banco Master e afirmou que nunca fez negócio com a instituição. Segundo ele, o vínculo se deu por meio de um fundo de investimento que entrou em uma de suas empresas, a SteelCorp, e cuja base de cotistas era protegida por regras de sigilo, o que o impediu de identificar quem estava por trás do capital.
“Eu nunca pude saber quem eram os cotistas desse fundo”, disse Justus ao relatar a origem do aporte. De acordo com o empresário, a relação começou em 2023, quando a Reag Investimentos assumiu a gestão de um fundo que investiu R$ 75 milhões no negócio. Segundo Justus, esse valor representava cerca de 30% da Steelcorp e foi direcionado à construção da primeira fábrica. A estrutura, porém, não lhe permitia conhecer os investidores.
“Insisti muito para o [João Carlos] Mansur me dizer quem eram meus sócios, mas pela lei brasileira eu não posso saber”, afirmou.
Leia também: Steel Frame: ‘A construção industrializada vai revolucionar o mercado’, afirma Roberto Justus
A repercussão do caso ganhou tração após reportagens apontarem que o banco teria aparecido como cotista de um fundo ligado à Steelcorp e que Justus teria se chocado com a descoberta. O empresário, no entanto, contesta essa leitura. Segundo ele, não se trata de “surpresa” no sentido de desconhecimento deliberado, mas de uma consequência das regras de confidencialidade aplicáveis ao mercado de fundos. “Eu não sabia porque a lei não permite que soubesse quem eram os investidores”, disse.
Justus afirma que só em dezembro soube que o Banco Master era o investidor por trás do fundo e que, a partir dali, tomou medidas para reduzir a exposição. “Assim que descobri quem era o cotista entrei com R$ 300 milhões, reduzindo a participação do fundo para 10% e estamos em negociação para comprar essa porcentagem”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEle acrescenta que recebeu comunicação de que o BRB passou a atuar como gestor do fundo remanescente e que pretende negociar uma saída. “Apesar das desavenças e desencontros envolvendo o Master, ter o BRB como sócio é menos tóxico por ser um banco público”, disse.
Sobre uma possível aproximação com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, Justus relata que chegou a conversar com o executivo para um investimento em 2024, mas afirma que a operação não se concretizou e não envolveria o banco diretamente.
“Quero deixar claro que esse negócio não era com o Banco Master, era com o fundo Dynamic, era com a pessoa física do Daniel e efetivamente nunca se concretizou”, disse. “Nunca fiz negócio com o Banco Master, nunca tive interesse em fazer. Tive sorte que o negócio com o Vorcaro, pessoa física, não foi pra frente”, completou.
Leia também: Banco Master: por que os pagamentos do FGC estão atrasando?
O empresário também questiona o modelo de sigilo vigente no mercado de fundos e defende mudanças regulatórias para dar mais transparência a empreendedores que recebem aportes via estruturas coletivas. “As regras da CVM não permitem que a gente saiba quem são os cotistas de um fundo. Isso é errado”, afirmou. Ele defendeu que a autarquia revise o tratamento de confidencialidade, tema que já aparece em discussões públicas e interpretações jurídicas.
Justus buscou ainda separar os papéis da gestora e do investidor. “Para esclarecer: a Reag não é e nunca foi sócia, ela era gestora do fundo”, disse, em uma versão que contrasta com entrevistas e reportagens anteriores que descreviam a gestora como “sócia” da operação.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
2
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
3
Alta cúpula do Master tratava advogada como “sócia de Gilmar”
4
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025