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Febraban Tech: pagamentos agênticos devem ser próxima grande revolução do setor, diz CEO da Elo Giancarlo Greco
Publicado 26/08/2026 • 21:56 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 21:56 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os pagamentos agênticos, em que sistemas de inteligência artificial executam transações em nome do consumidor, devem representar a próxima grande transformação dos meios de pagamento no Brasil. É o que afirmou Giancarlo Greco, CEO da Elo.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech, Greco afirmou que essa tecnologia já começa a sair do campo experimental. A Elo desenvolveu, em parceria com a Decolar, uma plataforma de “concierge digital” voltada à compra de pacotes de viagem em nome do cliente.
“Os pagamentos agênticos já têm sido uma realidade. Nós mesmos, da Elo, desenvolvemos uma plataforma junto com a Decolar, o que a gente chama de um concierge digital, justamente para fazer compras de pacotes de viagem em nome de um cliente”, disse.
Segundo o executivo, a solução ainda está em teste e deve avançar ao longo do quarto trimestre.
“Esse eu acho que é o passo mais próximo que nós temos agora, que é o pagamento agêntico, que é uma grande revolução, sem dúvida nenhuma”, afirmou.
Depois dos pagamentos realizados por agentes de inteligência artificial, Greco vê as stablecoins como outra frente relevante para a evolução do setor.
Segundo ele, moedas digitais lastreadas em ativos mais estáveis já ganham utilização em algumas economias, especialmente em pagamentos entre empresas.
“Temos um outro passo vindo, que já está um pouco mais desenvolvido em algumas outras economias, que é o stablecoin”, afirmou.
Na avaliação de Greco, a tecnologia pode ganhar escala também no Brasil e passar a conviver com a infraestrutura já existente de pagamentos.
O executivo também citou o Drex entre as iniciativas que podem ampliar o número de alternativas disponíveis ao consumidor.
Para Greco, a expansão das opções aumenta a complexidade do ecossistema e coloca segurança, autenticação e liquidação no centro das discussões.
“A preocupação que fica é: como é que fica a evolução do que está em volta de pagamentos, que é a nossa grande preocupação? Segurança, autenticação, o próprio processo de liquidação”, disse.
O desafio ganha dimensão pelo tamanho do mercado brasileiro.
Segundo o executivo, o setor de meios de pagamento movimentou cerca de R$ 4,5 trilhões em 2025 e deve ultrapassar R$ 5 trilhões em 2026.
“Então a escala é muito grande. Quando a gente desenvolve essas tecnologias todas, ou essas opções que têm no mercado, a gente leva um tempo para amadurecer o processo de segurança”, afirmou.
Para Greco, novas tecnologias precisarão entregar rapidez e conveniência sem perder o padrão de proteção já esperado pelos consumidores.
“Como é que nós vamos ter a mesma rapidez, a mesma conveniência e a mesma segurança que tem hoje uma transação que você faz no cartão?”, questionou.
O CEO da Elo afirmou que o Brasil não é apenas um mercado que adota rapidamente novas tecnologias, mas também ajuda a definir tendências globais em pagamentos.
“O Brasil não é só um early adopter, ele também é um grande formador de tendências”, disse.
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Siga o Times | CNBCGreco citou o Pix como principal exemplo.
“Não tem nada na escala da moeda instantânea hoje no mundo, da forma como ela está sendo utilizada e evoluída, que nem o Pix”, afirmou.
Na avaliação dele, o mesmo comportamento pode favorecer uma adoção acelerada de stablecoins e outras modalidades quando essas tecnologias ganharem maior presença no mercado brasileiro.
“Do jeito que a gente hoje conhece, com um parque muito instalado, muito bem instalado e com um alcance muito grande, a adoção aqui vai ser muito mais rápida do que em outros países”, disse.
Apesar da digitalização, Greco não vê o cartão físico desaparecendo no curto ou médio prazo.
Segundo ele, existem atualmente cerca de 600 milhões de cartões físicos no Brasil.
“Daqui a cinco, dez anos, o que ainda vai estar no mercado? Plástico”, afirmou.
O executivo destacou características como portabilidade, funcionamento sem depender da bateria de um celular e ampla rede de aceitação.
“O parque hoje de aceitação de cartões está em todos os municípios do Brasil”, disse.
Além disso, Greco afirmou que o cartão mantém vantagens para consumidores e lojistas, como limite de crédito, programas de recompensas, mecanismos de prevenção a fraudes e possibilidade de contestar operações.
Leia também: Febraban Tech 2026 recebe 70 mil visitas e bate recorde de público, diz gerente de eventos da Febraban Michel Daoun
Mesmo com o avanço do Pix e de outros meios digitais, o cartão de crédito continua expandindo sua utilização.
Segundo Greco, o volume de cartões de crédito cresceu 12% no primeiro semestre de 2026.
“A cada seis, sete anos, o volume de cartão de crédito no Brasil dobra de tamanho. E a gente vê isso continuando para frente”, afirmou.
Para o executivo, as novas tecnologias não devem necessariamente substituir os meios atuais, mas ampliar as opções oferecidas ao consumidor.
“As outras formas que estão vindo complementam uma forma que hoje é muito bem-sucedida”, disse.
Greco afirmou que a tendência é de uma infraestrutura capaz de processar diferentes formas de pagamento no mesmo ponto de venda.
“Vamos ter que estar preparados ali na maquininha que fica no estabelecimento para fazer uma transação ser processada, seja ela com Pix, Drex, stablecoin, com agente em seu nome, programas de fidelidade, cripto, seja lá o que for, com a mesma segurança que você faz hoje”, afirmou.
Na avaliação dele, o resultado será um mercado em que a escolha do meio de pagamento ficará cada vez mais nas mãos do consumidor.
“O mundo de pagamentos vai chegar finalmente onde todo mundo achou que ia chegar, que é o poder todinho na ponta, na mão do portador. Ele escolhe o que quer fazer ali e a retaguarda toda precisa funcionar direitinho”, disse.
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