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Febraban Tech: Cibercrime mais audacioso exige segurança desde a origem dos sistemas, diz CTO da Tivit George Bem

Publicado 26/08/2026 • 22:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Tivit combina monitoramento 24 horas com infraestrutura, sistemas e recuperação de ambientes após incidentes.
  • George Bem afirma que dados mais sensíveis tendem a permanecer em nuvens privadas, enquanto a nuvem pública atende melhor demandas de rápida escala.
  • Executivo diz que inteligência artificial já é aplicada para buscar eficiência em processos internos e no atendimento aos clientes.

O avanço e a sofisticação dos ataques digitais obrigam empresas a incorporar segurança desde a concepção dos sistemas, e não apenas adicionar mecanismos de proteção depois que a tecnologia já está em operação. É o que avalia George Bem, CTO e diretor de inovação da Tivit.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC na Febraban Tech, Bem disse que o crime organizado ampliou sua atuação no ambiente digital e se tornou mais audacioso, exigindo das companhias capacidade permanente de prevenção, monitoramento e recuperação.

“Não adianta só colocar segurança, você tem que nascer com segurança em qualquer coisa que você for fazer”, afirmou.

Segundo o executivo, a Tivit mantém uma operação de cibersegurança com monitoramento 24 horas por dia e combina ferramentas de defesa com equipes de infraestrutura capazes de atuar quando um incidente já ocorreu.

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Recuperação também faz parte da cibersegurança

Bem afirmou que o trabalho após um ataque não fica restrito às equipes especializadas em segurança.

“Quando você precisa restaurar um ambiente, não são as pessoas de segurança, são as pessoas de infraestrutura, as pessoas de DBA, sistemas operacionais”, disse.

Segundo ele, esse modelo exige integração entre diferentes áreas para que empresas consigam restabelecer suas operações depois de um incidente.

A estratégia da Tivit, afirmou, inclui recursos preventivos e preditivos, além do acompanhamento contínuo dos ambientes tecnológicos.

“O crime organizado está com a parte digital, está muito mais audacioso do que era antes”, disse.

Para Bem, segurança precisa acompanhar a evolução tecnológica sem interromper o funcionamento dos negócios.

Nuvem privada ganha espaço para dados sensíveis

O CTO da Tivit também destacou a importância da arquitetura de nuvem na estratégia das empresas.

Segundo ele, não existe uma escolha única entre nuvem pública e privada. A decisão depende do tipo de dado e da necessidade de cada operação.

“A pública normalmente é quando você tem que fazer uma parte de escala muito rápida e a privada onde você vai estar com suas bases mais sensíveis”, afirmou.

Bem disse que a companhia mantém uma estrutura forte de nuvem privada no Brasil e, ao mesmo tempo, trabalha com os principais provedores de nuvem pública.

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A recomendação, segundo ele, é separar as cargas de trabalho de acordo com critérios como sensibilidade das informações, segurança e necessidade de escala.

“A gente entende junto com o cliente o que é aquele dado que é sensível, que tem que ficar dentro de casa. Fica dentro de casa na nuvem privada, com escalabilidade, e o que pode ser levado para a nuvem pública, a gente também ajuda os nossos clientes a saírem para a nuvem pública com segurança”, disse.

Soberania dos dados entra na decisão

Bem afirmou que a localização da infraestrutura ganha importância especialmente quando empresas lidam com informações mais sensíveis.

Segundo ele, a presença de uma nuvem privada no próprio país pode atender demandas relacionadas à soberania e à proteção de dados, enquanto provedores públicos globais seguem relevantes para outras aplicações.

Para o executivo, o modelo tende a ser cada vez mais híbrido, combinando diferentes ambientes de acordo com a finalidade de cada sistema.

IA já permeia soluções de tecnologia

A inteligência artificial também passou a fazer parte das discussões com praticamente todos os clientes, segundo Bem.

“Hoje se fala muito de IA: onde eu uso IA, como eu uso IA, para que eu vou usar IA, quem está usando IA”, afirmou.

Segundo o CTO, a Tivit busca aplicações principalmente para aumentar a eficiência de processos internos e melhorar o atendimento.

“A nossa busca olhando IA é olhar para dentro dos clientes, para dentro do mercado, onde a gente pode aplicar tecnologia para trazer eficiência da melhor forma possível”, disse.

Bem afirmou que inteligência artificial já deixou de ser uma tecnologia isolada dentro das empresas e começa a aparecer em diferentes soluções e sistemas.

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Almaviva amplia frente de IA

O executivo também citou a integração com a Almaviva, grupo que adquiriu 100% da Tivit.

Segundo Bem, a companhia controladora possui uma divisão forte de inteligência artificial, inclusive com modelo de linguagem próprio, ampliando as possibilidades de aplicações dentro dos clientes da Tivit.

Para ele, a combinação de inteligência artificial, nuvem, infraestrutura e cibersegurança tende a definir a próxima etapa da transformação tecnológica das empresas.

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