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General Mills tem receita de US$ 4,39 bilhões no 1º trimestre fiscal e mantém projeções

Publicado 23/09/2026 • 16:17 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • General Mills registrou receita líquida de US$ 4,39 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, queda de 3% na comparação anual.
  • Lucro operacional ajustado caiu 11%, para US$ 634 milhões, enquanto o lucro diluído ajustado por ação recuou 13%, para US$ 0,75.
  • Companhia manteve projeções para o ano fiscal de 2027 e prevê vendas orgânicas entre queda de 1,5% e crescimento de 0,5%.

Divulgação

A General Mills registrou receita líquida de US$ 4,39 bilhões (R$ 22,70 bilhões) no primeiro trimestre fiscal de 2027, encerrado em 30 de agosto, uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas líquidas orgânicas ficaram estáveis no período.

O lucro operacional ajustado alcançou US$ 634 milhões (R$ 3,28 bilhões), recuo de 11% em moeda constante. Já o lucro diluído ajustado por ação foi de US$ 0,75 (R$ 3,88), uma retração de 13%. A companhia afirmou que os resultados de receita e lucro ficaram acima de suas expectativas para o trimestre.

As vendas reportadas foram pressionadas principalmente por aquisições e desinvestimentos, que retiraram 3 pontos porcentuais do desempenho no trimestre. O volume orgânico teve impacto negativo de 1 ponto porcentual, enquanto preço e mix permaneceram estáveis.

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Margens recuam com custos mais altos

A margem bruta ajustada caiu para 33,3%, ante 34,2% no primeiro trimestre fiscal de 2026. Segundo a General Mills, o recuo refletiu principalmente custos mais elevados de insumos, parcialmente compensados por uma combinação favorável de preços e mix de produtos.

A margem operacional ajustada passou de 15,7% para 14,4%. Além da redução da margem bruta, a empresa atribuiu a retração ao aumento dos investimentos em mídia como proporção das vendas líquidas.

No segmento de varejo da América do Norte, as vendas orgânicas recuaram 3% e o lucro operacional caiu 15%. A companhia atribuiu a queda do lucro ao menor volume, aos custos mais elevados de insumos e ao impacto da venda do negócio de iogurtes, parcialmente compensados por preço e mix favoráveis e menores despesas administrativas, gerais e de vendas.

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Em Pet na América do Norte, as vendas orgânicas ficaram estáveis e o lucro operacional recuou 12%. O crescimento nas categorias de alimentação para gatos e petiscos foi compensado pela retração em alimentação para cães.

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Foodservice e mercado internacional avançam

O desempenho foi mais favorável em Foodservice na América do Norte, onde as vendas orgânicas cresceram 4% e o lucro operacional avançou 12%. Cereais e refeições congeladas lideraram o crescimento das vendas, enquanto preço e mix favoráveis impulsionaram o resultado operacional.

No segmento Internacional, as vendas orgânicas também aumentaram 4%, enquanto o lucro operacional cresceu 15%. A General Mills apontou como motores das vendas os mercados atendidos por distribuidores, além de Índia e China. O avanço do lucro refletiu maior volume e custos de insumos menores, parcialmente neutralizados por preço e mix desfavoráveis e aumento dos investimentos em mídia.

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General Mills mantém projeções para 2027

A companhia reafirmou suas projeções para o ano fiscal de 2027. A expectativa para as vendas líquidas orgânicas permanece entre queda de 1,5% e crescimento de 0,5%, enquanto o lucro operacional ajustado em moeda constante deve recuar entre 8% e 13%.

O lucro diluído ajustado por ação é projetado entre US$ 3,00 (R$ 15,51) e US$ 3,20 (R$ 16,54). A conversão do fluxo de caixa livre deve ficar em aproximadamente 95%. As projeções já incorporam o desinvestimento das operações no Brasil, concluído em 2 de setembro, mas não consideram o impacto da proposta de venda das lojas Häagen-Dazs na China continental.

A General Mills também informou que continua no caminho para obter US$ 750 milhões (R$ 3,88 bilhões) em economias de custos no ano fiscal de 2027, por meio de gestão de margens, transformação e outras iniciativas de eficiência. Para 2030, a empresa estabeleceu uma meta de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15,51 bilhões) em economias, sendo cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,34 bilhões) provenientes da gestão de margens e US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bilhões) de transformação e outras medidas.

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No primeiro trimestre, o fluxo de caixa operacional caiu para US$ 298 milhões (R$ 1,54 bilhão), ante US$ 397 milhões (R$ 2,05 bilhões) no mesmo período do exercício anterior. A companhia investiu US$ 90 milhões (R$ 465,3 milhões) em capital e distribuiu US$ 330 milhões (R$ 1,71 bilhão) em dividendos, sem realizar recompras líquidas de ações.

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