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EXCLUSIVO CNBC: “Conseguimos superar parte das incertezas”, diz CFO da GM sobre impacto bilionário das tarifas

Publicado 21/07/2026 • 17:30 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Paul Jacobson afirmou à CNBC que a montadora registrou um primeiro semestre histórico, impulsionado por disciplina operacional e demanda consistente.
  • Executivo disse que a empresa mantém previsão de impacto entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões com as tarifas comerciais.
  • Segundo a GM, vendas de picapes seguem fortes e o comportamento do consumidor permanece estável, apesar das incertezas econômicas.

A General Motors (GM) continua registrando resultados sólidos mesmo diante do ambiente de incerteza provocado pelas tarifas comerciais, afirmou Paul Jacobson, diretor financeiro da montadora, em entrevista exclusiva à CNBC. Segundo o executivo, a disciplina operacional adotada pela companhia nos últimos anos tem garantido desempenho consistente, independentemente dos desafios enfrentados pelo setor.

“Nosso lucro por ação no primeiro semestre é 25% maior do que em qualquer primeiro semestre da nossa história. Em mais de seis dos últimos dez anos completos, já alcançamos esse resultado apenas nos primeiros seis meses. Esse momento é palpável e acreditamos que continuará”, afirmou Jacobson.

De acordo com o CFO, o desempenho reflete uma estratégia baseada em controle de estoques, redução de incentivos comerciais e maior eficiência operacional, fatores que, segundo ele, permitiram à empresa atravessar desafios como a escassez de semicondutores e, mais recentemente, os efeitos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Disciplina operacional sustenta resultados

Embora as ações da GM tenham recuado cerca de 6% desde a divulgação do último balanço, Jacobson atribuiu esse movimento principalmente ao ambiente macroeconômico.

Segundo ele, fatores como preocupações com acessibilidade dos veículos, alta dos combustíveis, tarifas comerciais e as tensões no Oriente Médio afetam o humor dos investidores, mas não alteraram a estratégia da companhia.

O executivo destacou ainda avanços na redução de custos com garantias, levando a empresa a elevar sua projeção anual de economia de US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) para um intervalo entre US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,62 bilhões).

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Além disso, afirmou que a política de preços permanece estável e que os incentivos continuam abaixo da média do setor, preservando a rentabilidade da operação.

Demanda segue forte em todas as categorias

Na avaliação do CFO, o consumidor continua demonstrando resiliência, mesmo em um cenário de juros elevados e combustíveis mais caros.

Segundo Jacobson, a GM mantém aproximadamente 42% de participação no mercado de picapes, segmento em que os volumes cresceram cerca de 4%.

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Ele explicou que a expectativa é de estabilidade nas vendas ao longo do ano, principalmente porque a companhia prepara o lançamento da nova geração de picapes grandes no fim de 2026 e início de 2027, período em que parte da produção será temporariamente reduzida.

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O executivo afirmou ainda que a empresa não observou mudanças relevantes nas preferências dos consumidores em razão do aumento do preço médio da gasolina.

“Estamos vendendo nossas picapes e nossos SUVs grandes tão rapidamente quanto conseguimos produzi-los”, destacou.

Tarifas continuam pressionando resultados

Questionado sobre o impacto das tarifas comerciais, Jacobson confirmou que a projeção permanece praticamente inalterada.

Segundo ele, a empresa continua estimando um impacto entre US$ 2,5 bilhões (R$ 12,70 bilhões) e US$ 3,5 bilhões (R$ 17,78 bilhões) ao longo deste ano.

O executivo também lembrou que a montadora busca recuperar aproximadamente US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões) em tarifas pagas, embora ainda não haja definição sobre quando esse reembolso poderá ocorrer.

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Apesar da manutenção das incertezas, Jacobson disse acreditar que o governo dos Estados Unidos poderá alcançar acordos comerciais com México e Canadá, reduzindo parte da pressão sobre o setor automotivo.

“A dinâmica das tarifas continua um pouco fluida, mas conseguimos superar parte dessa incerteza buscando ganhos de produtividade e eficiência, o que nos permite manter esses resultados”, concluiu.

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