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Greg Abel fecha primeiro grande negócio como CEO da Berkshire, e Buffett aprova
Publicado 01/06/2026 • 18:56 | Atualizado há 38 minutos
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Publicado 01/06/2026 • 18:56 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway
A primeira grande aquisição de Greg Abel como CEO da Berkshire Hathaway parece muito com o tipo de negócio que Warren Buffett teria feito pessoalmente.
A compra da construtora Taylor Morrison Home pela Berkshire por US$ 6,8 bilhões (R$ 34,2 bilhões) amplia a presença do conglomerado no setor habitacional, fortalece uma linha de negócios já existente e parece ter sido fechada a uma avaliação considerada atrativa. Tão relevante quanto isso foi o pouco envolvimento de Buffett no processo.
“Greg fez isso mais rápido do que eu teria feito, de forma mais suave do que eu teria feito, e eu nunca conversei com o CEO. Ele já decolou”, afirmou Buffett.
A Berkshire concordou em pagar US$ 72,50 por ação em dinheiro pela Taylor Morrison, avaliando a construtora em cerca de US$ 6,8 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em valor de mercado e US$ 8,5 bilhões (R$ 42,8 bilhões) incluindo dívidas. Analistas do Citizens afirmaram que a avaliação parece modesta quando comparada a transações recentes do setor.
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“Com base nos múltiplos de transações concluídas recentemente, o múltiplo de 0,9 vez o valor patrimonial tangível que estimamos que a Berkshire está pagando parece baixo em relação a operações recentes envolvendo construtoras de capital aberto”, escreveram os analistas do Citizens.
Eles destacaram que a aquisição da Tri Pointe Homes neste ano implicou um múltiplo de aproximadamente 1,2 vez o valor patrimonial tangível projetado, enquanto a MDC Holdings foi adquirida por cerca de 1,3 vez esse indicador no ano passado.
A transação também segue outra característica marcante da estratégia de aquisições da Berkshire: comprar empresas que se tornam mais valiosas dentro do conglomerado do que seriam de forma independente.
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O setor habitacional é há muito tempo um dos pilares dos negócios da companhia. A Berkshire controla a Clayton Homes, maior fabricante de moradias modulares e pré-fabricadas dos Estados Unidos, além de uma ampla rede de empresas ligadas à construção residencial, incluindo fabricantes de pisos, isolamento térmico, telhados, tintas e tijolos.
O conglomerado também controla a rede imobiliária Berkshire Hathaway HomeServices.
Abel afirmou em comunicado na segunda-feira que espera integrar gradualmente as operações de construção de casas tradicionais da Berkshire em uma plataforma unificada.
Analistas do UBS afirmaram que a combinação da Taylor Morrison com os negócios de construção convencional da Clayton Homes pode criar uma das cinco maiores construtoras dos Estados Unidos em volume de entregas.
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A Clayton concluiu mais de 10 mil casas em 2024, enquanto a Taylor Morrison entregou quase 13 mil unidades, segundo o UBS.
“Como a Clayton Homes já é a maior produtora de moradias manufaturadas e modulares dos Estados Unidos, acreditamos que a Berkshire poderá aproveitar essa transação para ampliar o uso de métodos de construção fora do canteiro tradicional na Taylor Morrison”, escreveu o UBS.
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Seguir no GoogleO banco acrescentou que espera uma continuidade da consolidação do setor de construção residencial nos Estados Unidos, o que pode representar um importante catalisador para ganhos de eficiência, melhora operacional e valorização das ações.
O negócio também representa uma aposta relativamente pequena para uma companhia que possui quase US$ 400 bilhões em caixa.
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A Berkshire encerrou o primeiro trimestre com um volume recorde de US$ 397,4 bilhões (R$ 2,0 trilhões) em caixa, o que significa que a aquisição consumirá menos de 2% de sua liquidez disponível.
Ainda assim, a operação figura entre as maiores aquisições realizadas pela companhia nos últimos anos.
O último grande negócio da Berkshire havia sido a compra da OxyChem, divisão química da Occidental Petroleum, por US$ 9,7 bilhões (R$ 48,8 bilhões), concluída em janeiro.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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