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Fazer horas extras não garante estabilidade no emprego na era da IA
Publicado 28/05/2026 • 22:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 28/05/2026 • 22:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A “jornada de trabalho infinita”, em que funcionários são constantemente bombardeados por e-mails e notificações a qualquer hora do dia, só está piorando. Em alguns casos, a ascensão da inteligência artificial (IA) ampliou o tempo que profissionais passam trabalhando fora do expediente tradicional.
Setenta e seis por cento dos trabalhadores em tempo integral se consideram pelo menos um pouco viciados em trabalho, segundo uma pesquisa realizada pela Monster em outubro de 2025 com 807 funcionários. Se você trabalha à noite e nos fins de semana em busca de segurança profissional, especialistas afirmam que esse esforço extra pode não valer a pena.
Na era da IA, uma dedicação incessante ao trabalho não é a resposta porque “a segurança no emprego não é mais uma garantia”, afirma a autora e estrategista de experiência do funcionário, Kalifa Oliver.
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A Meta demitiu cerca de 8 mil funcionários em 20 de maio. Em um memorando interno sobre os cortes, o fundador e CEO bilionário Mark Zuckerberg escreveu que “o sucesso não é garantido” no setor de inteligência artificial. Algumas organizações citam diretamente a tecnologia de IA como fator por trás de suas reestruturações, que não devem parar tão cedo.
Noventa e nove por cento dos executivos de alto escalão esperam reduzir seus quadros de funcionários em até 20% nos próximos dois anos à medida que a inteligência artificial afeta seus fluxos de trabalho, segundo o relatório Global Talent Trends 2026, da consultoria Mercer, que ouviu 825 líderes de C-level e 1.650 líderes de recursos humanos.
Se você trabalha horas extras porque deseja ganhar mais dinheiro ou porque seu gestor exige isso, é uma situação. Mas, se você está obcecado pelo trabalho por medo de demissões ou simplesmente por amar o que faz, isso ainda pode ser prejudicial no longo prazo, afirma Chelsea Jay, consultora de liderança e desenvolvimento baseada em Guadalajara, no México.
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Segundo Jay, essa obsessão cria um ciclo de “pensar demais, analisar demais e trabalhar demais, o que leva à redução da criatividade, privação de sono, esgotamento e ressentimento”.
Quarenta e seis por cento dos funcionários esgotados afirmam que têm mais dificuldade para manter o foco e a produtividade no trabalho, de acordo com um relatório de abril de 2026 da empresa de saúde mental Spring Health. “O trabalho é uma transação, por mais que você ache que ama o seu emprego”, acrescenta Oliver.
Funcionários sobrecarregados podem ficar “exaustos demais para identificar erros, inovar ou contribuir da forma mais eficaz possível”. E, para a empresa, essa pessoa “não consegue cumprir sua parte do acordo de contribuir para os resultados financeiros”.
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Siga o Times | CNBCPara quem tem dificuldade em controlar o excesso de trabalho, Jay recomenda fazer cinco perguntas:
“A partir daí, recomendo passar uma semana registrando o uso do tempo para acompanhar as atividades e identificar áreas em que é possível economizar tempo”, afirma Jay.
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“Se realmente não houver tempo suficiente, talvez seja necessário conversar sobre a realidade da sua função”, acrescenta.
Ao trabalhar fora do horário tradicional, Jay recomenda estabelecer um limite de tempo realista para concluir as tarefas.
Dessa forma, ainda é possível priorizar a saúde e o bem-estar pessoais. Trabalhar em excesso e desenvolver uma obsessão pelo trabalho, afirma ela, não devem ser requisitos para alcançar sucesso profissional.
“No fim das contas, funcionários esgotados não fazem bem nem para si mesmos nem para a empresa”, conclui Oliver.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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