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Universo TOTVS 2026: IA precisa sair do “CPF” e gerar resultado no “CNPJ”, diz Alex Meincheim, CEO da UpFlux
Publicado 14/10/2026 • 22:15 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 22:15 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
A inteligência artificial precisa deixar de ser apenas uma ferramenta de uso individual e passar a produzir ganhos mensuráveis para as empresas, avaliou Alex Meincheim, CEO da UpFlux, em entrevista nesta quarta-feira (14) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, durante o Universo TOTVS 2026, em São Paulo.
Na conversa com o repórter Pablo Waller, o executivo resumiu a diferença entre utilizar a tecnologia para tarefas pessoais e integrá-la às operações das companhias: “Hoje, na grande maioria das empresas, a inteligência artificial ainda está muito no nível de CPF”. Para ele, o desafio é levar os benefícios ao “nível de CNPJ”.
Leia também: Universo TOTVS 2026: IA precisa gerar resultado mensurável nas empresas, diz executivo
Alex citou atividades como escrever e-mails e preparar apresentações com ferramentas de IA. Embora acelerem o trabalho de profissionais, essas aplicações, segundo ele, não demonstram necessariamente impacto financeiro para o negócio. “Aplicar IA dentro das companhias precisa gerar resultado a nível de CNPJ”, ressaltou.
Como exemplo, o executivo apontou o uso da tecnologia em processos de compras de grande volume e baixo valor unitário, conhecidos como curva C. Segundo ele, a cada R$ 22 milhões processados com IA, a solução pode gerar quase R$ 1,6 milhão em resultado operacional.
“A cada um real que é economizado em compras, é um real que aparece na última linha da companhia”, explicou Alex. A estimativa foi apresentada pelo entrevistado como exemplo da aplicação da tecnologia nas operações de empresas de diferentes portes.
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A UpFlux, afirmou, desenvolve tecnologias para análise de processos empresariais há mais de dez anos. Com o avanço da IA, as ferramentas passaram a ir além da identificação de falhas: podem sugerir soluções e executar parte das ações necessárias. “Diagnóstico, receita pronta e ação executada”, resumiu.
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Siga o Times | CNBCSegundo Alex, agentes inteligentes podem assumir tarefas repetitivas e permitir que funcionários dediquem mais tempo à análise e à tomada de decisões. A proposta é combinar a automação com o julgamento humano, em vez de limitar a tecnologia à apresentação de diagnósticos.
“O humano fazendo o bom que ele faz, que é ter critérios de decisão, ter o senso crítico”, afirmou. Na avaliação dele, o trabalho operacional pode ser executado cada vez mais por agentes de IA, enquanto as pessoas se concentram nas escolhas estratégicas.
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A UpFlux participa do ecossistema de parceiros da TOTVS, fornecendo soluções especializadas para clientes corporativos. Alex explicou que a colaboração reúne tecnologias e conhecimento acumulados pela empresa com a estrutura de distribuição e as iniciativas de agentes inteligentes da TOTVS.
Ao comentar sua participação no Universo TOTVS, Alex apontou um erro recorrente de empresas interessadas em adotar a tecnologia: começar pela escolha de um modelo de linguagem, sem antes definir o problema que precisa ser resolvido.
“A primeira é não começar por modelo de linguagem”, aconselhou. Para ele, a resposta não está necessariamente nos lançamentos de novas ferramentas, mas na seleção de uma aplicação capaz de trazer retorno concreto à operação.
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“A resposta está em ter um bom caso de uso, um problema relevante”, concluiu. Sem esse foco, advertiu, as companhias correm o risco de investir em “tecnologia por tecnologia, IA por IA” e não transformar a inovação em resultado.
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