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IG4 prepara oferta por créditos da Raízen e mira controle da companhia

Publicado 20/09/2026 • 18:30 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Gestora pretende apresentar uma proposta firme em até três semanas para comprar créditos da Raízen.
  • Estratégia prevê converter parte da dívida em ações e assumir o controle, com foco na operação de açúcar e etanol.
  • IG4 já estruturou um fundo para a operação e mantém conversas com a Shell, uma das controladoras da companhia.
Raízen

Foto: Raízen

Créditos, dívidas e poder: entenda a movimentação que envolve a Raízen

A IG4 Capital pretende apresentar, em até três semanas, uma oferta vinculante para adquirir créditos da Raízen, em uma operação que pode levar a gestora ao controle da companhia depois da conversão de parte da dívida em ações. A estratégia está sendo desenhada dentro do processo de recuperação extrajudicial da companhia.

A gestora já mobilizou cerca de seis profissionais para trabalhar na reestruturação das usinas de açúcar e etanol, negócio que pretende preservar caso consiga avançar na operação. Parte desse grupo também poderia integrar a futura equipe de gestão. A informação foi revelada pela Broadcast.

Leia também: De Braskem a Raízen, recuperações extrajudiciais quase dobram no Brasil em dois anos

IG4 quer entrar antes da separação dos negócios

Hoje, a Raízen reúne tanto as operações de açúcar e etanol quanto a rede de postos sob a bandeira Shell.

O plano de recuperação prevê a separação dessas duas frentes, mas a IG4 entende que seria mais eficiente entrar no negócio antes da cisão. A intenção seria acelerar a recuperação da divisão sucroenergética, considerada a parte mais pressionada da companhia.

Para isso, a gestora também vem mantendo conversas com a Shell, que divide o controle da Raízen com a Cosan.

A negociação é necessária porque o plano de recuperação já homologado estabelece restrições à entrada de um novo controlador.

Fundo já foi estruturado

A IG4 já montou um fundo com parte dos recursos que pretende usar na compra dos títulos de dívida.

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A aquisição direta dos papéis, porém, não seria o único caminho para chegar ao controle. A gestora também avalia administrar a participação dos credores que decidirem não vender seus títulos.

Nesse formato, esses investidores poderiam se tornar cotistas de um fundo administrado pela própria IG4, que passaria a concentrar a participação acionária obtida com a conversão da dívida.

A estrutura guarda semelhanças com a operação realizada na Braskem, em que a IG4 assumiu uma dívida garantida por ações que haviam sido entregues a bancos como pagamento de empréstimos da Novonor.

Leia também: Credores aprovam plano de recuperação extrajudicial da Raízen de R$ 64,7 bilhões

Dívida líquida passa de R$ 65 bilhões

A Raízen encerrou o período citado na apuração com dívida líquida de R$ 65,14 bilhões.

O processo é apontado como o maior caso de recuperação extrajudicial do país. Nesse tipo de reestruturação, o plano precisa do apoio de mais da metade dos credores abrangidos e, depois, é submetido à homologação judicial.

Se a estratégia avançar, a IG4 poderá assumir uma posição central justamente na etapa em que a Raízen tenta reduzir o peso da dívida e reorganizar seus principais negócios.

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