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Funcionário da Nvidia está entre 9 denunciados em caso de contrabando de chips em Taiwan
Publicado 24/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
As unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia são os processadores mais disputados do mercado de inteligência artificial.
Nove pessoas em Taiwan, incluindo um funcionário da Nvidia, foram denunciadas nesta segunda-feira (24) por exportação ilegal de servidores de inteligência artificial para a China, informaram promotores taiwaneses.
As denúncias são resultado de uma investigação sobre o envio à China de servidores de I.A de “alto desempenho” fabricados pela Super Micro Computer, empresa listada na Nasdaq, e equipados com chips avançados da Nvidia, em violação às restrições de exportação dos Estados Unidos.
Oito dos nove acusados foram denunciados por quebra de confiança e falsificação de documentos para contrabandear 74 servidores equipados com chips da Nvidia para a China, informou o Ministério Público do distrito de Keelung, em comunicado.
Dos servidores, 50 foram enviados para a China por meio da Indonésia, oito passaram pelo Japão e os demais foram exportados diretamente para o país. Outros 56 servidores foram apreendidos na fronteira de Taiwan, segundo o comunicado.
Três dos acusados também foram denunciados por desfalque.
Leia também: Nvidia anuncia parceria com a Cloverleaf para desenvolver data centers de IA
Os Estados Unidos restringem as exportações para a China dos chips de silício mais avançados usados para alimentar sistemas de inteligência artificial, desenvolvidos pela Nvidia, líder do setor.
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Siga o Times | CNBCEm Taiwan, porém, a exportação desses chips não é considerada crime — uma situação que parlamentares e especialistas afirmam que precisa ser modificada. Por isso, os promotores taiwaneses recorreram a outras leis para responsabilizar os envolvidos.
Entre os nove acusados estão dois funcionários da Super Micro, um da Nvidia, um da Albatron Technology, listada na bolsa de Taiwan, e outro da Chief Telecom, informaram os promotores.
Nvidia e Super Micro não responderam imediatamente ao pedido de comentário feito pela AFP.
Os promotores solicitaram penas de até cinco anos de prisão para sete dos acusados, que teriam sido motivados pela “busca por lucros exorbitantes” para participar do esquema de exportação ilegal dos servidores.
“Isso não apenas aumentou os custos de conformidade das empresas, mas também prejudicou gravemente a imagem internacional do país”, afirmaram os promotores.
Para os outros dois acusados, que confessaram todas as acusações e colaboraram com as investigações, os promotores solicitaram penas mais brandas.
Leia mais: EUA tentam fechar brecha que permite à China acessar chips avançados da Nvidia
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