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Classe e Estilo: Ricardo Almeida reinventa negócio após 43 anos e aposta em novas gerações sem abandonar a alfaiataria
Publicado 21/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 21/08/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Após 43 anos de carreira e 30 anos de passarela, o estilista Ricardo Almeida aposta na diversificação de sua marca para renovar o público e manter a relevância no mercado de moda de luxo. A estratégia combina a tradição da alfaiataria com novas propostas, como a RA2, voltada a uma estética mais jovem e desconstruída.
A avaliação é de Danni Rudz, comentarista de moda e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ela, o principal movimento da marca está na capacidade de revisitar suas origens sem ficar presa a elas.
“O que mais me surpreendeu é que quando ele fala de raízes e revisita lá atrás as suas origens, ele apresenta novos rumos muito diversificados como modelo de negócio”, afirmou.
Ricardo Almeida soma 43 anos de trajetória na moda brasileira e três décadas de desfiles. Segundo a comentarista, a carreira começou ligada à alfaiataria masculina clássica, segmento no qual a marca se consolidou antes de ampliar sua atuação.
Ao longo desse período, a empresa também passou a trabalhar com alfaiataria feminina, incorporando elementos tradicionalmente associados ao vestuário masculino a propostas voltadas às mulheres.
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A estratégia de renovação ganhou destaque com a RA2, apresentada na entrevista como uma marca mais jovem e de alfaiataria desconstruída. A linha mantém elementos da alfaiataria, mas aposta em peças menos estruturadas e em outros materiais e construções.
A RA2 é administrada pela nova geração ligada ao grupo, com participação dos filhos de Ricardo Almeida e de Gabriel Pascolato, segundo a comentarista.
Para Danni Rudz, a criação de diferentes frentes dentro do portfólio permite à marca alcançar consumidores de perfis distintos sem abandonar a identidade construída ao longo das décadas. “São 43 anos de história e ele começou como diretor criativo de uma marca que tradicionalmente trazia alfaiataria masculina”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO desfile “Raízes”, realizado em São Paulo, também foi apresentado como uma forma de conectar a trajetória da marca a novos públicos. A passarela reuniu modelos de diferentes idades e pessoas com diferentes tipos de corpos, além de nomes que já haviam desfilado para Ricardo Almeida no início da carreira.
Na avaliação da comentarista, a escolha amplia a representação do consumidor da marca e evita limitar a renovação à busca por consumidores da Geração Z.
A coleção também apresentou uma alfaiataria masculina com mais cores e tons vivos, afastando-se de uma paleta tradicionalmente associada ao segmento, segundo a análise apresentada no programa.
A escolha foi associada à mudança no modo como o terno é utilizado, em um cenário de relações de trabalho mais híbridas e de maior espaço para combinações casuais.
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A estratégia de renovação também se conecta à valorização da produção nacional. Para Danni Rudz, a identidade brasileira pode se transformar em um diferencial no mercado internacional de luxo quando está associada à manualidade, à manufatura e a uma proposta própria.
“Quando a gente reconhece o nosso valor, entende a nossa manualidade, entende a nossa manufatura, constrói isso com identidade de propósito, entrega isso de forma genuína pro mercado, o reconhecimento vem na sequência”, afirmou.
A comentarista avaliou que a longevidade de uma marca de luxo pode se tornar um ativo quando acompanhada da capacidade de permanecer contemporânea. No caso de Ricardo Almeida, a proposta apresentada no desfile é preservar os códigos tradicionais da alfaiataria enquanto cria novas possibilidades de produtos e públicos.
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