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Experiências exclusivas impulsionam novo ciclo do turismo de luxo, afirma CEO da FlyBy

Publicado 17/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Com foco em exclusividade, privacidade e experiências imersivas sob medida, o setor de turismo de luxo tem um forte apelo de sustentabilidade e conexão local.
  • É neste cenário que Flyby, travel tech brasileira especializada em turismo premium, projeta faturar R$ 1,2 bilhão em 2026.
  • Segundo Gianlucca Nahas, co-fundador e CEO da Flyby, a empresa deixou de atuar apenas com passagens aéreas e passou a oferecer uma estrutura completa, incluindo hospedagem, experiências e outros serviços de viagem.

O mercado de turismo de luxo está em forte expansão. Com foco em exclusividade, privacidade e experiências imersivas sob medida, o avanço do setor tem um forte apelo de sustentabilidade e conexão local. É neste cenário que Flyby, travel tech brasileira especializada em turismo premium, projeta faturar R$ 1,2 bilhão em 2026.

Segundo Gianlucca Nahas, co-fundador e CEO da Flyby, a empresa deixou de atuar apenas com passagens aéreas e passou a oferecer uma estrutura completa, incluindo hospedagem, experiências e outros serviços de viagem.

A estratégia inclui consolidar as operações internacionais antes de avançar para novos mercados. A empresa já atua nos Estados Unidos, México, Colômbia e Peru e prevê chegar à Europa nos próximos anos.

O escritório em Miami, aberto em 2022, já reúne mais de 50 funcionários. Segundo Narras, uma nova operação no México deve ser aberta neste ano.

“Nos próximos anos, vamos para a Europa também. Esse sempre foi um desejo nosso, mas preferimos consolidar uma operação antes de partir para a próxima”, afirmou.

Turismo de luxo sente menos o câmbio

Apesar da expansão, o setor enfrenta fatores como a volatilidade cambial e o aumento dos custos de transporte aéreo. Para o CEO, porém, o turismo de luxo tende a ser menos sensível às oscilações do câmbio do que o mercado tradicional.

Segundo Nahas, movimentos muito fortes e repentinos da moeda podem afetar o segmento, mas, em condições normais, o público de alta renda mantém maior capacidade de absorver aumentos de preços.

O executivo também afirmou que a alta do querosene de aviação encarece as passagens, mas tem impacto menor sobre o comportamento do consumidor de luxo, que seria menos sensível ao preço.

Leia também: Turismo de luxo aposta em dados, sustentabilidade e experiências discretas, diz Igor Lopes

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Tecnologia busca reduzir gastos corporativos

O segmento corporativo representa cerca de 40% da receita da Flyby, segundo o CEO. A empresa atende companhias com gastos mensais em viagens que variam de R$ 5 mil a R$ 5 milhões.

Para esse público, a companhia aposta em uma plataforma própria que combina automação e análise de dados. A ferramenta permite que empresas comparem as opções escolhidas pelo funcionário com alternativas mais baratas antes da aprovação da viagem.

Nahas cita como exemplo uma passagem entre Congonhas e Santos Dumont que custaria R$ 1 mil, enquanto outra opção, no mesmo dia e com diferença de 30 a 40 minutos, poderia custar R$ 300.

Segundo ele, a tecnologia permite uma economia estimada de 10% a 30% nos gastos anuais com viagens corporativas. “Só com isso, geramos uma redução de aproximadamente 30% em todos os gastos de viagens dos nossos clientes”, afirmou.

A empresa começou a trajetória no mercado de milhas, quando os fundadores ainda estavam no colégio, e inicialmente se concentrou na venda de passagens de classe executiva e primeira classe. A partir de 2021, passou a incorporar serviços terrestres e se transformou em uma agência full service.

O movimento acompanha uma mudança no comportamento do consumidor de turismo premium, segundo o executivo. Em vez de priorizar apenas destinos tradicionais, clientes têm buscado experiências mais exclusivas e locais menos explorados.

Japão e Indonésia foram citados como exemplos de destinos que ganharam espaço entre os viajantes de alta renda.

Leia mais: Gastos de luxo passam a ser impulsionados por experiências e novas tendências de turismo

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