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Mercado de bem-estar ultrapassa US$ 6 trilhões e redefine conceito de luxo
Publicado 15/05/2026 • 22:58 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/05/2026 • 22:58 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O mercado de bem-estar deixou de ser apenas uma questão de saúde para se tornar um pilar central do estilo de vida premium, movimentando cifras astronômicas globalmente.
Danni Rudz, especialista em mercado de luxo, destacou que o setor vive uma expansão acelerada impulsionada pela busca por tempo e qualidade de vida após o período pandêmico.
“É um mercado que cresce bastante e tem tudo para crescer muito mais nos próximos três anos. No mercado de luxo, estamos falando especificamente sobre ter tempo de qualidade para aproveitar as conquistas. Esse nicho ultrapassou US$ 6 trilhões (R$ 30,54 trilhões) em 2024 e segue em forte expansão”.
A especialista explicou que grandes grifes internacionais, como a Dior, já estão investindo em acessórios exclusivos que mesclam design de alta costura com funcionalidade esportiva.
“A Dior desenvolveu peças para yoga, como bolas de pilates e pesos, com o motivo clássico chamado cannage. Eles mandam esses objetos para spas e hotéis parceiros ao redor do mundo para reforçar a identidade da marca, criando um desejo absurdo no consumidor.”
Além das marcas de ultra luxo, o varejo premium também tem surfado nessa onda com coleções que esgotam em tempo recorde nas prateleiras físicas e virtuais.
“A Zara lançou uma coleção de fitness e Wellness que esgotou em horas. Eu mesma cheguei na loja na hora da abertura e, pouco tempo depois, já não tinha mais nada. A imagem da vida saudável hoje é sinônimo de status; ter tempo para se cuidar é o novo luxo”, observou a especialista à Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
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O conceito de luxo está passando por uma transformação e incorporando o chamado “luxo emocional”, em que conexão afetiva e experiência sensorial têm tanto valor quanto a ostentação tradicional, explicou a especialista.
Segundo ela, marcas que combinam simplicidade e excelência técnica vêm conquistando espaço no mercado por meio de estratégias digitais assertivas. Nesse contexto, produtos capazes de despertar memória afetiva e criar experiências compartilháveis ganham força, especialmente entre a Geração Z.
A especialista destacou que o luxo emocional abre espaço para nichos antes improváveis dentro do segmento premium. Um exemplo é o bolo de chocolate fofinho que remete à infância, mas é apresentado de forma sofisticada, com uma experiência diferenciada e altamente “instagramável”, capaz de viralizar organicamente no TikTok.
Entre os principais casos desse movimento está a marca Doce Aquarella, que transformou o simples ato de comer bolo em um evento social e em uma opção de presente sofisticada.
Rudz citou Marcella Tranchesi, criadora da marca, como exemplo de quem conseguiu converter um produto cotidiano em objeto de desejo. Ao instalar corners em shoppings de alto padrão, com bicicletinhas decoradas e identidade visual marcante, ela elevou o bolo ao status de presente afetivo, comparável, em valor simbólico, a uma peça de grife.
“A Doce Aquarella desenvolveu uma collab com a Carolina Herrera para o lançamento de um perfume. Ela criou uma sobremesa exclusiva inspirada nas notas olfativas da fragrância, gerando um engajamento enorme. Isso prova que, para investir no luxo, não é necessário apenas investimentos astronômicos, mas sim estratégia e conexão”, concluiu.
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