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Meta perde recurso e milhares de processos sobre vício em redes sociais podem prosseguir
Publicado 12/08/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/08/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
Meta perde recurso e milhares de processos sobre vício em redes sociais podem prosseguir
A Meta perdeu uma tentativa de interromper milhares de processos nos Estados Unidos que questionam o funcionamento das redes sociais e seus possíveis efeitos sobre usuários jovens. O Tribunal de Apelações do 9º Circuito rejeitou o recurso apresentado pelas empresas e permitiu que as ações continuem.
O processo reúne milhares de ações movidas por indivíduos, procuradores-gerais estaduais e distritos escolares. Além da Meta, a disputa envolve empresas relacionadas ao Snapchat, TikTok, YouTube e Roblox.
As acusações sustentam que as plataformas foram desenvolvidas de maneira a estimular o uso excessivo e poderiam contribuir para comportamentos considerados viciantes entre crianças e adolescentes.
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A principal discussão analisada pelo tribunal não foi se a Meta ou as demais empresas são responsáveis pelo suposto vício. O ponto central era o uso da Seção 230 da Lei de Comunicações como argumento para tentar encerrar os processos.
A legislação oferece, em determinadas situações, proteção a serviços online em relação ao conteúdo publicado por terceiros. As empresas tentaram utilizar essa regra para impedir que as ações avançassem.
Entretanto, os juízes entenderam que a Seção 230 funciona como uma defesa contra eventual responsabilidade, e não como uma imunidade que impeça a continuidade de processos judiciais.
Por isso, o tribunal considerou que o recurso chegou cedo demais. A decisão também apontou que, naquele estágio, não havia jurisdição para analisar a contestação apresentada pelas empresas.
Na prática, portanto, a decisão não significa que a Meta foi considerada culpada. O efeito imediato é permitir que os processos sigam seu curso enquanto as acusações continuam sob análise da Justiça.
As ações apresentam diferentes alegações relacionadas ao impacto das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Os autores questionam principalmente o funcionamento das plataformas e recursos que poderiam incentivar períodos prolongados de uso.
O caso ganhou dimensão nacional ao reunir milhares de processos em uma mesma disputa judicial. Dessa forma, a decisão do 9º Circuito mantém aberta uma frente importante de litígios contra algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Além disso, a decisão ocorre enquanto companhias do setor enfrentam outros processos relacionados à saúde mental de usuários jovens.
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Siga o Times | CNBCEm março, Meta e Google perderam o primeiro dos casos relacionados ao vício em redes sociais que chegou a julgamento. Um júri da Califórnia concedeu US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,5 milhões) em indenização por danos morais e outros US$ 3 milhões em danos punitivos a uma jovem de 20 anos.
Ela afirmou que se tornou dependente das plataformas quando ainda era jovem e relacionou o problema ao modo como os serviços foram desenvolvidos.
A Meta também sofreu uma derrota em um processo no Novo México. Na ocasião, a empresa recebeu uma condenação de US$ 375 milhões (R$ 1,94 bilhões) após o tribunal concluir que havia enganado usuários sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de crianças.
Na semana passada, o tribunal estadual aplicou ainda outra penalidade de US$ 567 milhões (R$ 2,93 bilhões) à companhia, depois de considerá-la responsável por criar um “incômodo público”.
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Apesar disso, a empresa também conseguiu uma vitória recente. No mês passado, uma adolescente desistiu de um processo semelhante na Flórida. Segundo o material citado, ela já havia firmado acordos com TikTok, Snapchat e YouTube.
Com a decisão do Tribunal de Apelações do 9º Circuito, a Meta e as demais empresas não conseguiram usar a Seção 230 para encerrar os processos nesta fase.
Assim, as ações continuam em tramitação e poderão avançar para novas etapas judiciais. A decisão também mantém em discussão a responsabilidade das plataformas diante das acusações de que seus serviços podem contribuir para comportamentos viciantes entre jovens.
O resultado, portanto, representa uma derrota processual para a Meta, mas não uma condenação definitiva. A Justiça ainda terá de analisar as acusações apresentadas nos diferentes processos antes de determinar se as empresas devem responder pelos danos alegados.
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