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ChatGPT, Gemini e Meta AI podem usar suas conversas para treinar I.A

Publicado 10/08/2026 • 13:20 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os usuários que utilizam ferramentas de I.A. costumam prestar atenção às respostas dos chatbots.
  • Entretanto, os usuários nem sempre pensam no destino das informações que compartilham.
  • Documentos de trabalho, dados financeiros e até dúvidas sobre saúde podem chegar aos sistemas de I.A.
ChatGPT

Foto: Unsplash

ChatGPT, Gemini e Meta AI podem usar suas conversas para treinar I.A

Os usuários que utilizam ferramentas de I.A costumam prestar atenção às respostas dos chatbots, mas nem sempre pensam no destino das informações que compartilham com eles. 

Conversas pessoais, documentos de trabalho, dados financeiros e até dúvidas sobre saúde podem chegar aos sistemas de I.A. durante tarefas do dia a dia.

Leia também: I.A no amor: como os chatbots estão reinventando os encontros online

Como as empresas usam as conversas

De acordo com o The Times of India, ChatGPT, Gemini, Meta, Claude e Grok podem aproveitar as interações dos usuários para aprimorar seus sistemas, dependendo do produto, das configurações escolhidas e do tipo de conta.

As empresas usam essas conversas para identificar erros, melhorar respostas, aperfeiçoar mecanismos de segurança e entender como as pessoas utilizam seus recursos. Esse processo ajuda os desenvolvedores a encontrar situações que os testes internos não conseguem reproduzir.

Além disso, as companhias também adotam medidas para reduzir riscos de vazamentos ou problemas jurídicos. Entre elas estão a remoção de informações pessoais, a restrição do acesso de funcionários e opções para que o usuário recuse o uso das conversas em determinadas situações.

Controle de privacidade

As principais plataformas de I.A. oferecem um nível de controle sobre o uso das conversas. No entanto, as opções variam de acordo com cada plataforma e podem mudar conforme o produto ou o tipo de conta.

Nas versões voltadas ao consumidor, o usuário precisa conferir as configurações de privacidade para descobrir quais dados entram nos processos de aprimoramento dos modelos. 

Já serviços corporativos e comerciais pagos costumam oferecer garantias adicionais para proteger informações compartilhadas pelas empresas. Por isso, especialistas recomendam que o usuário configure um chatbot antes do uso.

Além disso, a orientação é revisar as configurações de privacidade, assim como acontece com navegadores, aplicativos e outros serviços conectados à internet.

Dados confidenciais

Apesar de existirem ferramentas para proteger as conversas, o risco aumenta quando o usuário coloca informações que normalmente não compartilharia publicamente. Entre os exemplos estão negociações salariais, contratos, bancos de dados de clientes, históricos médicos e conversas familiares.

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Uma regra simples ajuda a reduzir esse risco, que envolve a lógica de não enviar nenhuma informação à I.A. que o usuário não colocaria em outros bancos de dados.

O que não colocar em um chatbot de I.A

Algumas informações exigem atenção especial e não devem chegar a assistentes de inteligência artificial. Vale ressaltar que essa medida serve para chatbots gratuitos ou pagos. Entre elas estão:

  • Senhas;

  • Códigos de autenticação de uso único (OTPs);

  • Dados bancários;

  • Documentos confidenciais;

  • Informações pessoais de terceiros; e

  • Arquivos internos da empresa sem autorização.

Leia também: Uso de chatbots de I.A está ligado à crença em desinformação sobre vacinas, aponta estudo

Configurações ajudam, mas não resolvem

Especialistas também alertam que alterar as opções de privacidade pode reduzir a exposição das conversas, mas essa medida não elimina todos os riscos. O usuário também precisa avaliar o tipo de informação que compartilha antes de iniciar uma conversa com a I.A.

Com a expansão da tecnologia e o maior número de recursos, revisar as configurações de privacidade e evitar o envio de dados sensíveis se torna uma ação importante para quem utiliza I.A no trabalho ou na vida pessoal.

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