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Shein fecha sua primeira loja física permanente em Paris

Publicado 19/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Shein encerrará sua primeira loja física permanente em Paris, instalada no BHV Marais, após decisão do operador do espaço de vender o ponto comercial.
  • O fechamento ocorre em meio a críticas ao modelo de fast fashion, conflitos com lojistas locais e saída de cerca de 100 marcas do local após a chegada da empresa.
  • A companhia enfrenta pressão regulatória crescente na União Europeia e multas na França, ligadas a transparência, rotulagem e controle de produtos no marketplace.

Julie Sebadelha / AFP

A empresa de fast fashion Shein decidiu encerrar sua primeira e única loja física permanente na França, localizada no 6º andar da tradicional loja de departamentos BHV Marais, no centro de Paris.

A unidade, inaugurada em novembro, fazia parte de uma tentativa da Shein de testar sua presença física em um dos pontos comerciais mais movimentados da capital francesa, na região do Marais, próxima à prefeitura de Paris.

A decisão de fechamento ocorreu após a operadora do BHV, a SGM, anunciar a venda do ponto comercial para um grupo empresarial ainda não identificado. Segundo a administração, a Shein deve deixar o espaço “idealmente” até o período do Natal.

O diretor da SGM, Frédéric Merlin, afirmou que a parceria com a Shein foi um “erro estratégico” e que a venda do ativo integra um plano mais amplo de reestruturação do grupo.

A presença da Shein na loja física gerou forte reação de comerciantes locais e entidades do setor de moda, com críticas que incluem o impacto ambiental do modelo de ultra fast fashion, acusações de concorrência desleal, denúncias sobre produtos de baixa qualidade ou fora de conformidade e preocupações relacionadas a itens irregulares em marketplaces da marca.

Segundo a administração do BHV, cerca de 100 marcas chegaram a deixar o espaço após a entrada da Shein.

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A empresa também enfrenta crescente pressão regulatória na União Europeia. Em dezembro, autoridades europeias abriram investigações sobre o marketplace da Shein, incluindo suspeitas de falhas no controle de produtos proibidos, como itens ilegais e potencialmente perigosos.

Na França, o governo intensificou ações de fiscalização, incluindo uma breve restrição de acesso ao site da empresa e retenção de encomendas para inspeção alfandegária.

Nos últimos meses, a Shein foi alvo de multas relevantes na França, somando mais de 22 milhões de euros em penalidades, principalmente relacionadas à transparência e rastreabilidade de produtos, à rotulagem ambiental e aos prazos de entrega.

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O total acumulado de sanções no país já ultrapassa 210 milhões de euros.

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A Shein declarou que respeita a decisão da SGM e lamenta o fim da parceria experimental na loja parisiense.

A empresa também afirmou ter removido produtos de terceiros de seu marketplace e reforçado a proibição global de determinados itens, além de destacar que enfrentou desafios operacionais e obras no local durante o período de funcionamento.

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