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Victoria’s Secret volta a Los Angeles com Kylie Jenner, atuações musicais e um Fantasy Bra de US$50 milhões

Publicado 19/10/2026 • 16:34 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • O espetáculo regressou a Los Angeles com nomes como Gigi Hadid, Adriana Lima e Gisele Bündchen, além de atuações musicais de Tate McRae e Megan Thee Stallion.
  • A edição deste ano trouxe uma peça avaliada em centenas de milhões de reais, reforçando a tradição de extravagância da marca.
  • Entre rostos consagrados, novas modelos e atuações musicais, o desfile voltou a apostar numa produção que vai além da lingerie.

Getty Images

O desfile anual da Victoria’s Secret voltou a reunir moda, música e celebridades este domingo, 18 de outubro, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Entre os momentos de maior destaque esteve a estreia de Kylie Jenner na passerelle da marca, onde apresentou o histórico Fantasy Bra, uma criação de alta joalharia avaliada em US$50 milhões, cerca de R$ 275 milhões.

A peça foi desenvolvida pelo joalheiro Jacob Arabo, fundador da Jacob & Co., conhecido pelas criações de luxo que também fazem parte da coleção de Cristiano Ronaldo. O soutien é composto por 4.410 diamantes brancos naturais e tem como elemento central uma pedra amarela de 75,54 quilates. A criação inclui ainda aplicações de diamantes que descem pela parte inferior da peça, reforçando o caráter exclusivo do conjunto.

A aparição aconteceu na segunda metade do espetáculo e marcou o regresso de uma das criações mais emblemáticas da história da marca. Kylie Jenner, empresária e figura central da família Kardashian-Jenner, tornou-se assim o rosto de uma peça que supera largamente o valor dos modelos apresentados nas edições anteriores.


O Fantasy Bra voltou à passerelle pela primeira vez desde 2018, quando a modelo sueca Elsa Hosk apresentou uma versão avaliada em cerca de um milhão de dólares. A tradição remonta a 1996, ano em que Claudia Schiffer vestiu uma criação desenvolvida em parceria com a Swarovski, também avaliada em aproximadamente um milhão de dólares.

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O modelo de 2026 representa uma mudança de escala no investimento dedicado à peça. Em comunicado divulgado pela Victoria’s Secret, Jacob Arabo explicou que pretendia criar o Fantasy Bra mais caro de sempre, mas que o objetivo não se limitava ao valor financeiro: a intenção era desenvolver uma criação que se destacasse também pelo trabalho artístico e pela singularidade dos materiais.

Uma das versões mais conhecidas surgiu em 2000, quando Gisele Bündchen apresentou o Red Hot Fantasy Bra, avaliado em 15 milhões de dólares. A peça ficou associada ao Guinness World Records devido ao seu valor extraordinário, consolidando a reputação do desfile como uma montra de criações que ultrapassam os limites da lingerie convencional.

O Fantasy Bra de 1996 também ficou marcado pela segurança exigida durante o transporte. Considerada uma peça de elevado valor, foi acompanhada por uma escolta armada até ao local da sessão fotográfica e não chegou a ser apresentada na passerelle.

Estrelas da moda e celebridades na primeira fila

Além de Kylie Jenner, o espetáculo contou com a presença de várias modelos reconhecidas internacionalmente, entre elas Bella Hadid, Gigi Hadid, Adriana Lima, Barbara Palvin e Amelia Gray. Os figurinos combinaram as tradicionais asas de anjo com propostas de lingerie que exploraram diferentes estilos, desde conjuntos de renda vermelha a peças inspiradas no universo colegial da linha PINK.


Também marcaram presença nomes como Rosie Huntington-Whiteley, Irina Shayk e Alessandra Ambrosio, ao lado de modelos asiáticas, incluindo Ming Xi e Yoon Young Bae. A nova geração esteve representada por figuras como Alex Consani e Ashley Graham, num alinhamento que procurou combinar rostos históricos da marca com novos nomes da indústria.

Na plateia, Kylie Jenner contou com o apoio do namorado, Timothée Chalamet, e da mãe, Kris Jenner. Entre os convidados estiveram ainda Nicole Kidman e Dylan Sprouse, que acompanhou a mulher, Barbara Palvin. A modelo húngara regressou à passerelle apenas seis semanas depois de dar à luz. Em declarações a um podcast, citadas pela revista People, Sprouse destacou a dedicação da mulher à preparação para o evento e mostrou-se surpreendido com a rapidez com que recuperou a forma necessária para voltar a desfilar.

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A componente musical voltou a ser um dos elementos centrais da produção. Ao longo de aproximadamente uma hora, o desfile contou com atuações de Megan Thee Stallion, Tate McRae e Megan Moroney, além do grupo feminino KATSEYE.

As apresentações foram integradas nas diferentes secções do espetáculo, que alternaram entre propostas mais sensuais, peças com referências desportivas e os coordenados da linha PINK. A combinação entre atuações ao vivo e desfiles de lingerie manteve a aposta da marca num formato de entretenimento destinado a um público mais amplo do que o tradicional setor da moda.

A edição de 2026 assinalou também o regresso do evento a Los Angeles, onde a última realização tinha acontecido em 2007. Outro dos momentos destacados pela organização foi o anúncio do regresso de Gisele Bündchen, que deixou de desfilar para a Victoria’s Secret em 2006 e se retirou das passerelles em 2015.

A modelo brasileira, de 46 anos, surgiu num vídeo de abertura com um conjunto de renda rosa-claro e deixou no ar a possibilidade de novas aparições. A participação assinala o reencontro com uma marca à qual esteve ligada durante uma das fases mais mediáticas da sua carreira.


Como nasceu o desfile da Victoria’s Secret

A primeira apresentação da Victoria’s Secret realizou-se em Nova Iorque, em agosto de 1995. Na altura, o evento tinha um formato mais discreto, direcionado sobretudo para profissionais do setor e centrado na apresentação das coleções de lingerie.

Com o passar dos anos, o desfile ganhou uma dimensão internacional, passando a incorporar cenários elaborados, supermodelos, atuações musicais e figurinos concebidos especificamente para o espetáculo. As asas, atualmente associadas à identidade visual da marca, apareceram na passerelle em 1998 e contribuíram para popularizar a designação de Victoria’s Secret Angels.

A complexidade dessas peças aumentou progressivamente. Segundo a própria marca, algumas das asas chegaram a pesar cerca de 18 quilos, exigindo preparação física e cuidados adicionais por parte das modelos. O Fantasy Bra tornou-se outro dos símbolos do evento. Ao incorporar pedras preciosas e materiais de elevado valor, cada edição procurava criar uma peça única, capaz de gerar atenção mediática para além do universo da lingerie.

Depois de anos de forte exposição internacional, a Victoria’s Secret cancelou a edição prevista para 2019. A decisão surgiu num período de críticas à representação feminina no desfile, questionamentos sobre a inclusão e dificuldades relacionadas com o desempenho comercial da marca.

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Após vários anos de ausência, o evento regressou em 2024, com a intenção de recuperar elementos que marcaram a sua história, mas adaptando a apresentação às expectativas atuais do público. O formato voltou a combinar as asas, a música e os nomes conhecidos da moda com uma representação mais diversificada de modelos.

O desfile de 2026 dá continuidade a essa estratégia, reunindo figuras consagradas, novos talentos e celebridades de diferentes áreas. A estreia de Kylie Jenner com um Fantasy Bra avaliado em 43 milhões de euros tornou-se um dos principais destaques da edição, enquanto o regresso a Los Angeles e a presença de Gisele Bündchen reforçaram a ligação do espetáculo à história da marca.

Entre o luxo da alta joalharia e as atuações musicais, a Victoria’s Secret voltou a apostar num evento que procura transformar a apresentação de lingerie numa produção global de moda e entretenimento.

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