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Casal millennial troca Los Angeles por Atlanta para assumir negócio familiar de cemitérios que faturou R$ 31,8 milhões
Publicado 27/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
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Casal millennial troca Los Angeles por Atlanta para assumir negócio familiar de cemitérios que faturou R$ 31,8 milhões
Publicado 27/05/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
John Falchetto / CNBC
Como proprietários de uma empresa funerária, Shayda Frost e Tim Amoui estão planejando décadas, não anos, à frente
Shayda Frost e Timothy Amoui costumam brincar que trabalham com “mercado imobiliário inovador”. Afinal, como define Frost, um lote funerário é essencialmente “um pedaço muito, muito pequeno de terra que você possui para sempre”.
Frost, de 39 anos, e Amoui, de 36, são proprietários do Lincoln Memorial Group, empresa que administra quatro cemitérios em operação em Atlanta. Em 2025, a companhia registrou receita de aproximadamente US$ 6,3 milhões (R$ 31,8 milhões) e lucro líquido de cerca de US$ 1,7 milhão (R$ 8,6 milhões), segundo documentos analisados pela CNBC Make It. Entre 2021 e 2025, o negócio gerou média anual próxima de US$ 6 milhões (R$ 30,2 milhões) em receita.
Embora administrar cemitérios possa parecer uma atividade incomum para um casal millennial, Frost afirma que sua família possui “uma conexão muito profunda com o setor funerário e de cemitérios”. Sua avó fundou o Lincoln Memorial Group na década de 1970 e depois transferiu o negócio para o pai dela.
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“Crescer no negócio de cemitérios não é tão estranho quanto parece”, afirmou Frost. Ela lembra de participar de caças aos ovos de Páscoa nos cemitérios, passar o Dia das Mães no local e participar de cerimônias iluminadas por velas no período do Natal.
Frost nunca imaginou assumir a empresa, mas a situação mudou após a morte inesperada de seu pai, em julho de 2023. Segundo ela, o negócio “caiu no nosso colo da noite para o dia”.
O casal deixou Los Angeles, onde Frost trabalhava como produtora de cinema e Amoui atuava em relações públicas financeiras, para se mudar para Atlanta e assumir a administração da companhia.
Assumir o grupo funerário se mostrou um desafio muito maior do que o esperado. “Todo mundo dizia: ‘Vendam isso’”, relembrou Frost. Segundo ela, profissionais do setor alertavam que o negócio era grande demais para alguém sem experiência prévia no segmento.
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Mesmo assim, o casal decidiu seguir em frente. “Chegamos à conclusão de que, com orientação e gestão adequada, o negócio poderia crescer e ficar melhor”, afirmou Frost.
Ao assumir a empresa, eles descobriram uma estrutura extremamente defasada. “Meu Deus, isso realmente era um trabalho de turnaround”, disse Frost. Segundo ela, entrar no escritório era como ser “transportada de volta para 1974”.
Funcionários ainda utilizavam sistemas de interfone e memorandos em papel colocados em caixas de correio internas, em vez de e-mails. Além disso, embora a companhia já possuísse software de registros, boa parte das informações continuava armazenada em um enorme sistema físico de arquivos. “Temos salas e salas de arquivos”, afirmou Frost, ao explicar que muitos registros antigos existem apenas em papel.
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Dois anos e meio depois, a digitalização dos documentos ainda continua em andamento. Enquanto isso, o casal precisou comprar novos fichários físicos para manter simultaneamente os sistemas analógico e digital funcionando.
“Meu objetivo é chegar a um ponto em que sejamos totalmente digitais”, afirmou Frost. Segundo ela, a intenção é imprimir contratos apenas quando os clientes solicitarem cópias físicas, embora a empresa precise seguir regras rígidas de um setor “altamente regulado”.
Segundo Amoui, o Lincoln Memorial Group atua em quatro áreas principais: lotes funerários, cofres funerários, serviços especializados – como abertura e fechamento de sepulturas – e venda de lápides e marcadores.
A empresa oferece serviços tanto de “pre-need” quanto de “at-need”. Os primeiros são planejados e pagos antecipadamente, enquanto os segundos são contratados após uma morte. “O pre-need é o elemento mais importante do nosso negócio porque garante participação futura de mercado”, afirmou Amoui. Segundo ele, sem esse modelo a empresa dependeria apenas da taxa de mortalidade local.
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Seguir no GoogleO casal afirma reinvestir a maior parte dos lucros no próprio negócio. Como responsáveis pelos cemitérios, eles consideram essencial manter os espaços funcionando adequadamente para receber famílias e visitantes. “Essa responsabilidade dura para sempre”, afirmou Amoui. Pela legislação estadual, parte de cada venda é destinada a fundos de “cuidado perpétuo”, usados para financiar manutenção futura dos cemitérios.
Segundo Amoui, esses fundos garantem que futuros proprietários possam manter os cemitérios funcionando mesmo após atingirem sua capacidade máxima, preservando gramados, monumentos e estruturas memoriais. “Nesse setor, não planejamos os próximos dois ou três anos. Planejamos os próximos 20 ou 30 anos”, afirmou Frost.
O casal planeja adquirir novos cemitérios no futuro. Outra meta é construir funerárias dentro das propriedades atuais, ampliando os serviços oferecidos às famílias. “Pode parecer estranho ouvir isso no negócio de cemitérios, mas crescimento é fundamental para nós”, afirmou Amoui. Segundo ele, a expansão permite aumentar salários, contratar mais funcionários e fortalecer os fundos de manutenção perpétua.
Frost e Amoui afirmam que muitos empresários do setor estão próximos da aposentadoria e enfrentam dificuldade para encontrar sucessores interessados em assumir companhias funerárias.
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“Esse é um grande problema hoje: a próxima geração não quer essas empresas de cemitérios”, afirmou Amoui. Ele acredita que mais millennials poderiam seguir esse caminho, especialmente porque o setor seria praticamente “à prova do futuro” diante dos avanços tecnológicos.
Apesar da imagem melancólica frequentemente associada aos cemitérios, Frost afirma que o trabalho também envolve momentos de conexão humana e memória afetiva. “Já fomos convidados para piqueniques em que famílias celebravam o aniversário de um tio falecido com as comidas favoritas dele”, contou. Para ela, o ambiente muitas vezes se transforma mais em um espaço de comunhão do que apenas de luto.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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