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Como a corrida da I.A. pode virar uma disputa trilionária entre Microsoft, Google, Amazon e OpenAI

Publicado 25/05/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • A corrida global pela inteligência artificial entrou em uma nova fase e já movimenta projeções trilionárias.
  • O avanço acelerado da I.A. fez gigantes como Microsoft, Google, Amazon e OpenAI ampliarem investimentos em infraestrutura.
  • O tema ganhou ainda mais força após novas declarações do CEO da Nvidia, Jensen Huang.
I.A.

Foto: Unsplash

Como a corrida da IA virou uma disputa trilionária entre Microsoft, Google, Amazon e OpenAI

A corrida global pela inteligência artificial entrou em uma nova fase e já movimenta projeções trilionárias entre as maiores empresas de tecnologia do mundo. O avanço acelerado da I.A. fez gigantes como Microsoft, Google, Amazon e OpenAI ampliarem investimentos em infraestrutura, chips e computação em nuvem.

O tema ganhou ainda mais força após novas declarações do CEO da Nvidia, Jensen Huang. Durante a divulgação dos resultados da gigante da tecnologia, o executivo afirmou que os investimentos em inteligência artificial podem alcançar entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões (aproximadamente R$ 15 trilhões e R$ 20 trilhões na cotação atual).

Leia também: Entenda como a guerra com o Irã expõe fragilidades da cadeia de I.A.

Nvidia aposta em crescimento acelerado da I.A

Ainda de acordo com Huang, apenas os investimentos feitos por empresas de hiperescala já somam cerca de US$ 1 trilhão e continuam crescendo rapidamente. O executivo citou grupos como Alphabet e Amazon ao falar durante uma teleconferência sobre gastos bilionários em infraestruturas voltadas à inteligência artificial.

Além disso, a diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, reforçou a projeção durante o evento. Segundo ela, analistas já esperam que os investimentos em infraestrutura de hiperescala ultrapassem US$ 1 trilhão em 2027.

Projeções mais conservadoras por parte dos concorrentes

Apesar do otimismo da Nvidia, as estimativas ainda superam relativamente as projeções atuais de Wall Street. Uma análise da Needham mostra que o mercado aponta para investimentos de US$ 1,03 trilhão em infraestrutura de hiperescala apenas em 2028.

A diferença chama atenção porque a previsão de Huang sugere que o setor pode quadruplicar os investimentos nos anos seguintes. Alguns analistas já acreditam que o mercado atingirá US$ 1 trilhão antes do esperado, até o final de 2027, mas mesmo essas estimativas seguem muito abaixo da visão apresentada pela Nvidia.

Como a corrida da IA virou uma disputa trilionária entre Microsoft, Google, Amazon e OpenAI
Foto: CNBC

Na imagem, é possível analisar a projeção das grandes empresas de tecnologia e, ao lado, em cinza, a projeção do CEO da Nvidia. Desta forma, apesar dos avanços consideráveis da inteligência artificial nos últimos anos, a expectativa de Jensen Huang ainda parece um pouco acima dos demais concorrentes.

Além disso, o cenário beneficia diretamente a fabricante de chips, que lidera o mercado de processadores usados em inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o crescimento das receitas das gigantes de armazenamento ajuda a sustentar o otimismo do setor.

Crescimento da receita com nuvem

As principais empresas de computação em nuvem registraram resultados acima das expectativas nos últimos balanços trimestrais. A Alphabet apresentou crescimento de 63% nas receitas relacionadas ao segmento. 

Já a AWS, divisão de nuvem da Amazon, avançou 28%, enquanto a Microsoft registrou alta de 40%. Segundo Jensen Huang, o crescimento da IA não ficará limitado apenas aos usuários humanos.

Na avaliação do executivo, o mundo poderá ter bilhões de agentes de inteligência artificial trabalhando de forma autônoma e criando novos subagentes digitais no futuro. A utilização dessa tecnologia permite que o trabalho dure 24 horas e esteja sempre à disposição.

Leia também: AMD investirá US$ 10 bilhões na indústria de I.A. de Taiwan para impulsionar chips de ponta

Ganhos e produtividade ainda geram dúvidas

Mesmo em meio aos avanços tecnológicos, especialistas também seguem divididos sobre os efeitos reais da inteligência artificial na produtividade das empresas.

O economista Cédric Durand, da Universidade de Genebra, afirmou em janeiro que os custos podem deixar companhias dependentes da tecnologia nos próximos anos caso a IA avance de forma profunda dentro dos processos de trabalho.

Além disso, economistas do Federal Reserve apontaram em março uma “heterogeneidade substancial” na adoção da inteligência artificial entre empresas. Segundo eles, existe atualmente uma diferença entre os ganhos de produtividade percebidos e os resultados efetivamente medidos na economia real.

Desta forma, os avanços da inteligência artificial seguem acompanhados por dúvidas e questionamentos quanto à segurança, valores e projeções reais. Ainda assim, a I.A. segue como o assunto do momento no mercado de tecnologia global.

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