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Fintechs brasileiras ampliam atuação internacional impulsionadas por tecnologia e experiência do sistema financeiro

Publicado 21/07/2026 • 13:50 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O avanço da tecnologia financeira desenvolvida no Brasil começa a ultrapassar as fronteiras do país e impulsiona fintechs a expandirem suas operações para o mercado internacional.
  • Na avaliação de Lucas Magalhães, diretor comercial da GTN, a internacionalização das fintechs está diretamente ligada à mudança no comportamento dos usuários.
  • Apesar de o Brasil possuir um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo, o executivo destaca que o país ainda enfrenta desafios para integrar essa eficiência às operações internacionais.
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O avanço da tecnologia financeira no Brasil começa a ultrapassar fronteiras e impulsiona fintechs a expandirem operações internacionalmente.

O avanço da tecnologia financeira desenvolvida no Brasil começa a ultrapassar as fronteiras do país e impulsiona fintechs a expandirem suas operações para o mercado internacional. Na avaliação de Lucas Magalhães, diretor comercial da GTN, a internacionalização das fintechs está diretamente ligada à mudança no comportamento dos usuários, que buscam centralizar serviços financeiros em uma única plataforma.

“Existe todo um movimento de você ter uma carteira globalizada. As pessoas tendem a conseguir fazer tudo em um ambiente só, muito diferente do que acontecia no passado, quando era necessário abrir contas em bancos e corretoras no exterior”, afirma.

Para o diretor, grandes instituições financeiras brasileiras já caminham nessa direção ao oferecer acesso a ativos internacionais e contas em diferentes moedas dentro de um único aplicativo, simplificando a experiência do cliente.

Apesar de o Brasil possuir um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo, o executivo destaca que o país ainda enfrenta desafios para integrar essa eficiência às operações internacionais. Magalhães cita que o principal exemplo é o Pix, que transformou os pagamentos instantâneos no mercado doméstico, mas ainda depende de processos cambiais quando envolve transações no exterior.

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“Hoje a gente tem uma conexão literalmente 24 horas por dia, sete dias por semana, mas isso ainda não se reflete no mercado internacional”, explica. Segundo ele, iniciativas como a ampliação de sistemas globais de pagamentos e o avanço das stablecoins podem contribuir para aproximar a experiência internacional da agilidade já encontrada no Brasil.

Na avaliação do diretor da GTN, o Pix tornou-se uma referência internacional em inovação financeira. “O Pix é uma grande vitrine da tecnologia financeira brasileira. Foi uma das maiores inovações do ponto de vista transacional e um trabalho muito bem conduzido pelo Banco Central“, pontua.

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Ele ressalta, no entanto, que replicar esse modelo em outros países depende de um processo complexo de integração entre bancos centrais e sistemas de pagamentos, o que exige tempo e coordenação internacional.

Outro fator apontado como decisivo para a expansão das fintechs brasileiras é o ambiente regulatório. Embora seja considerado um dos mais exigentes do mundo, Magalhães acredita que essa complexidade acaba preparando as empresas nacionais para atuar em outros mercados.

“Eu costumo dizer que, se você consegue operar no Brasil, possivelmente consegue operar em qualquer lugar do mundo, principalmente na América Latina”, afirma. Segundo ele, a experiência adquirida no país facilita a adaptação a mercados da região, que compartilham características regulatórias semelhantes.

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Ao mesmo tempo, o executivo destaca que cada país possui regras próprias para operações financeiras, tornando a adaptação regulatória um dos principais desafios para empresas com atuação global. “A inovação muitas vezes anda mais rápido do que a regulação. Quando você tem um negócio global, precisa se adequar às exigências de cada região onde passa a operar”, explica.

Sobre o futuro do setor bancário, Magalhães acredita que a tendência é de uma experiência cada vez mais integrada, impulsionada pelo Open Finance e pela inteligência artificial. Na visão do executivo, os clientes deverão acessar todas as suas informações financeiras, como contas, investimentos e operações de crédito em um ambiente unificado, independentemente da instituição utilizada.

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