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Novo Nordisk abre nova frente jurídica nos EUA contra a Hims por cópias do Wegovy
Publicado 10/02/2026 • 09:13 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 10/02/2026 • 09:13 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Wegovy, da Novo Nordisk.
Caixa do Wegovy, medicamento análogo ao GLP-1 da Novo Nordisk
A Novo Nordisk entrou com um processo por violação de patente contra a Hims & Hers nos Estados Unidos, intensificando a ofensiva contra empresas que comercializam versões manipuladas de seu medicamento para perda de peso Wegovy. As informações são da Reuters.
A ação, apresentada na segunda-feira, é a primeira do grupo dinamarquês no país baseada especificamente em patentes contra um grande player de telemedicina.
Leia também: Ações da Novo Nordisk disparam 8% após a Hims & Hers retirar medicamento rival do mercado
O movimento acontece após a Food and Drug Administration (FDA) declarar que a semaglutida, princípio ativo do Wegovy, não está mais em situação de escassez. A mudança reduz o espaço regulatório que vinha permitindo a proliferação de medicamentos manipulados e, segundo especialistas, diminui o risco de reação negativa à aplicação mais rígida das patentes.
A ação judicial foi protocolada poucos dias depois de a Hims lançar uma versão manipulada do Wegovy por US$ 49. A iniciativa durou pouco: após a FDA anunciar que tomaria medidas contra a empresa, a oferta foi retirada.
Leia também: Novo Nordisk e Eli Lilly caem após Hims & Hers anunciar cópia do comprimido Wegovy por US$ 49
Em nota, a Hims afirmou que o processo “vai além de um único medicamento ou empresa” e representa um ataque a uma prática tradicional da farmácia norte-americana, com impacto em áreas como obesidade, infertilidade e câncer.
A Novo Nordisk não detalhou o valor pedido em indenização, mas o diretor jurídico global da companhia, John Kuckelman, disse à Reuters que se trata de um montante “muito significativo”.
A Hims, com sede em São Francisco, tem crescido rapidamente. A empresa informou em novembro que espera faturar mais de US$ 2,3 bilhões em 2025 e mira receitas de US$ 6,5 bilhões até 2030, impulsionada, em parte, pela expansão no mercado de medicamentos para emagrecimento.
Leia também: Pílulas para emagrecer: Wegovy coloca a Novo Nordisk na defensiva
Pelas regras dos EUA, farmácias de manipulação podem produzir versões de medicamentos de marca quando há escassez. Fora desse contexto, a prática costuma ser permitida apenas para doses personalizadas a pacientes específicos. A FDA classificou a semaglutida como escassa em 2022, abrindo espaço para o avanço dessas versões. Em fevereiro de 2025, porém, a agência declarou o fim da escassez.
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Seguir no GoogleMesmo assim, a Hims continuou vendendo o que chama de doses “personalizadas” de semaglutida, argumentando que atende pacientes que precisam de concentrações não oferecidas pela Novo.
(*Com informações da Reuters)
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