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Nvidia amplia apostas bilionárias em IA e supera R$ 196 bilhões em investimentos
Publicado 09/05/2026 • 12:19 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 09/05/2026 • 12:19 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
A Nvidia intensificou em 2026 sua estratégia de investir em empresas ligadas à cadeia global de infraestrutura de inteligência artificial e já ultrapassou US$ 40 bilhões (R$ 196,4 bilhões) em compromissos financeiros neste ano. A companhia vem ampliando participações em fabricantes de componentes, operadores de data centers e empresas de computação em nuvem, enquanto fecha acordos comerciais paralelos para expansão do uso de suas tecnologias.
Nesta semana, a fabricante de chips fechou um acordo que lhe dá direito de investir até US$ 2,1 bilhões (R$ 10,3 bilhões) na operadora de data centers IREN. Um dia antes, a empresa havia firmado outro pacto para investir até US$ 3,2 bilhões (R$ 15,7 bilhões) na fabricante de vidro Corning, companhia com 175 anos de existência. As ações das duas empresas subiram após os anúncios.
A Nvidia se consolidou como a principal beneficiada pelo avanço da inteligência artificial ao produzir as GPUs usadas no treinamento de modelos e processamento de grandes cargas computacionais. A corrida global por chips impulsionou as ações da empresa em mais de 11 vezes nos últimos quatro anos, elevando seu valor de mercado para cerca de US$ 5,2 trilhões (R$ 25,5 trilhões) e transformando a companhia na empresa mais valiosa do mundo.
Além de vender chips, a Nvidia passou a financiar diferentes etapas da cadeia de inteligência artificial para garantir que a infraestrutura global continue operando com seus equipamentos e tenha capacidade suficiente para atender à demanda crescente.
Analistas e investidores, porém, demonstram preocupação com o fato de a companhia investir justamente em empresas que compram seus chips e, em alguns casos, alugam capacidade computacional baseada na própria tecnologia da Nvidia. Críticos comparam o movimento ao financiamento de fornecedores que ajudou a inflar a bolha das empresas de internet no início dos anos 2000.
O analista Matthew Bryson, da Wedbush Securities, afirmou que os investimentos da Nvidia se encaixam “diretamente no tema de investimento circular”, fator que alimenta dúvidas sobre a sustentabilidade do atual ciclo de crescimento do setor. Ainda assim, ele avalia que a estratégia pode fortalecer a vantagem competitiva da empresa caso seja executada com sucesso.
A companhia gerou US$ 97 bilhões (R$ 476,3 bilhões) em fluxo de caixa livre no último ano fiscal e participou de pelo menos sete investimentos multibilionários em empresas de capital aberto apenas neste ano. Além disso, esteve presente em cerca de duas dezenas de rodadas de investimento em companhias privadas, segundo dados da FactSet.
O maior investimento individual da Nvidia em 2026 foi um cheque de US$ 30 bilhões (R$ 147,3 bilhões) destinado à OpenAI, criadora do ChatGPT e parceira histórica da companhia.
A Nvidia também participou de grandes rodadas de financiamento da Anthropic e da xAI, empresa de Elon Musk, pouco antes de sua fusão com a SpaceX em fevereiro.
“Existem muitas empresas excelentes de modelos fundacionais, e tentamos investir em todas elas. Não escolhemos vencedores. Precisamos apoiar todo mundo”, afirmou o CEO da Nvidia, Jensen Huang, durante participação em um podcast em abril.
Os investidores devem receber um retrato mais detalhado da expansão da carteira de investimentos da Nvidia quando a companhia divulgar seus resultados fiscais do primeiro trimestre, em menos de duas semanas.
Segundo documento anual enviado à SEC, a Nvidia investiu US$ 17,5 bilhões (R$ 85,9 bilhões) em empresas privadas e fundos de infraestrutura no último ano fiscal, principalmente para apoiar startups em estágio inicial. A companhia afirmou que os aportes incluem empresas de IA que compram diretamente seus produtos ou utilizam serviços de nuvem parceiros.
Os investimentos em empresas privadas mantidos no balanço da Nvidia saltaram para US$ 22,25 bilhões (R$ 109,2 bilhões) no fim de janeiro, ante US$ 3,39 bilhões (R$ 16,6 bilhões) um ano antes.
A companhia reportou ganhos de US$ 8,92 bilhões (R$ 43,8 bilhões) com esses ativos e participações em ações negociadas em bolsa, acima dos US$ 1,03 bilhão (R$ 5,1 bilhões) registrados no ano fiscal anterior. Parte desse avanço foi impulsionada pelo investimento da Nvidia na Intel, cujas ações acumulam valorização superior a 200% neste ano.
Durante a última teleconferência de resultados, em fevereiro, Huang afirmou que os investimentos da companhia estão “muito focados estrategicamente em expandir e aprofundar o alcance do ecossistema”.
O acordo com a IREN prevê a implantação de até 5 gigawatts da infraestrutura da Nvidia voltada ao processamento de cargas de inteligência artificial em instalações espalhadas pelo mundo.
Já a parceria com a Corning envolve a construção de três novas instalações nos Estados Unidos dedicadas a tecnologias ópticas para a Nvidia, que deve ampliar o uso de cabos de fibra óptica em substituição ao cobre em seus sistemas de grande escala.
Em março, a companhia também investiu US$ 2 bilhões (R$ 9,8 bilhões) na Marvell Technology em uma parceria voltada à tecnologia de fotônica de silício. No mesmo mês, aportou o mesmo valor na Lumentum e na Coherent, empresas que desenvolvem soluções fotônicas.
A Nvidia também ampliou investimentos nas chamadas “neoclouds”. Em janeiro, aplicou US$ 2 bilhões (R$ 9,8 bilhões) na CoreWeave, em um acordo ligado à construção de data centers com tecnologia Nvidia.
A companhia investiu ainda outros US$ 2 bilhões (R$ 9,8 bilhões) na Nebius Group, empresa de computação em nuvem voltada à inteligência artificial. O acordo envolve implantação de infraestrutura, gerenciamento de frotas computacionais e desenvolvimento de fábricas de IA.
O analista de chips Jordan Klein, da Mizuho, classificou os acordos com fabricantes de componentes como uma utilização “muito inteligente” do caixa da empresa, por acelerar o desenvolvimento de tecnologias críticas em falta no mercado.
Ele, porém, demonstrou maior ceticismo em relação aos investimentos em empresas de nuvem. “Parece que você está pré-financiando a compra das suas próprias GPUs e produtos”, afirmou.
O analista Ben Bajarin, da Creative Strategies, avaliou que existe o risco de o mercado passar a questionar quanto da demanda do setor é genuína e quanto estaria sendo sustentada pelo próprio balanço da Nvidia.
O investimento de US$ 30 bilhões (R$ 147,3 bilhões) na OpenAI, concluído no fim de fevereiro, ocorreu mais de uma década após o início da parceria entre as empresas.
Inicialmente, a Nvidia e a OpenAI haviam discutido um aporte potencial de até US$ 100 bilhões (R$ 491 bilhões) ao longo do tempo, mas o plano acabou abandonado após a OpenAI reduzir sua estratégia própria de construção de data centers e ampliar a dependência de parceiros como Oracle, Microsoft e Amazon.
Em março, Huang afirmou que investir US$ 100 bilhões (R$ 491 bilhões) na OpenAI provavelmente “não está nos planos” e indicou que o aporte de US$ 30 bilhões (R$ 147,3 bilhões) pode ter sido o último antes de uma eventual abertura de capital da empresa ainda neste ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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