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O que faz a Azara Capital, gestora que diz ter comprado a Naskar?
Publicado 18/05/2026 • 11:17 | Atualizado há 7 minutos
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Publicado 18/05/2026 • 11:17 | Atualizado há 7 minutos
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O que faz a Azara Capital, gestora que diz ter comprado a Naskar?
A suposta compra da fintech Naskar pela Azara Capital levantou dúvidas no mercado financeiro e entre investidores após a divulgação de informações sobre a estrutura da empresa que afirma ter assumido os ativos e passivos da operação investigada pelo desaparecimento de cerca de R$ 1 bilhão de aproximadamente 3 mil clientes no Brasil.
O anúncio foi feito na quinta-feira (14), em meio às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal e às discussões internas dos sócios da Naskar sobre um possível pedido de recuperação judicial.
A Azara Capital afirma atuar como uma gestora internacional com foco em investimentos, crédito empresarial e soluções financeiras.
Em seu site, a companhia informa que oferece financiamento imobiliário, gestão de capital, suporte bancário e proteção patrimonial para empresas e investidores.
A empresa também declara possuir escritórios nos Estados Unidos, Brasil e Emirados Árabes Unidos. No entanto, os endereços completos dessas unidades não foram divulgados oficialmente.
Leia também: Naskar: venda à gestora americana levanta suspeita de farsa e sócios estudam pedir recuperação judicial
Segundo a própria companhia, a operação envolvendo a Naskar teria incluído as empresas 7Trust e Next, em um acordo avaliado em aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
Conforme noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, apesar da apresentação como gestora internacional, a Azara Capital não aparece nos registros da SEC, órgão equivalente à CVM nos Estados Unidos, nem na FINRA, entidade reguladora do mercado financeiro americano.
A empresa afirmou ao Times Brasil – Exclusivo Licenciado CNBC que atua com capital próprio e, por isso, não precisaria desses registros. Instituições que operam ativos financeiros nos Estados Unidos normalmente precisam de autorização regulatória independentemente da origem dos recursos.
Outro ponto que chamou atenção foi a estrutura digital da companhia. O site da Azara possui apenas uma página, sem identificação de executivos, histórico de operações ou lista de clientes. O domínio foi atualizado no mesmo dia em que a compra da Naskar foi anunciada.
Leia também: Fintech Naskar, que oferecia remuneração maior que do Banco Master, desaparece com R$ 1 bi dos clientes
Também não há registros públicos de operações financeiras relevantes atribuídas à companhia nos Estados Unidos.
No Brasil, a Azara Instituição de Pagamento Ltda foi aberta em fevereiro de 2026 com capital social de R$ 13 milhões. A empresa ainda não possui autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento.
A própria assessoria da companhia confirmou que o processo regulatório ainda está em fase de estruturação e sem previsão de autorização neste ano.
Especialistas do setor financeiro destacam que empresas sem autorização do Banco Central não podem captar recursos nem administrar dinheiro de terceiros no país.
Leia também: Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
O nome ligado à Azara Capital é o de Douglas Silva de Oliveira Azara, de 25 anos, apontado como único proprietário e administrador da operação.
Segundo documentos e consultas públicas citadas na reportagem original, Douglas também aparece ligado a outras empresas abertas nos últimos anos, algumas delas com capital social elevado e atuação em setores variados, como transporte, agronegócio e securitização.
A origem dos recursos declarados pela companhia foi atribuída pela própria Azara a uma herança familiar valorizada por investimentos em criptomoedas entre 2016 e 2022. Nenhum documento foi apresentado publicamente para comprovar os valores.
Advogados consultados pelo Times Brasil – Exclusivo Licenciado CNBC, afirmam que anúncios de aquisição feitos durante crises financeiras costumam exigir cautela até que haja comprovação documental e financeira da operação.
Enquanto isso, investidores seguem aguardando definições sobre a devolução dos recursos e o futuro das empresas envolvidas no caso.
Leia também: Meses antes de sumir com quase R$ 1 bilhão, Naskar já havia abandonado sede oficial em São Paulo
Até o momento, o contrato de compra da Naskar não foi apresentado a investidores nem às autoridades citadas na reportagem. A Azara informou que o documento está protegido por cláusulas de confidencialidade.
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