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Caso Master: o que pode acontecer após o STF manter as prisões preventivas
Publicado 27/04/2026 • 21:01 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 27/04/2026 • 21:01 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Caso Master: o que pode acontecer após o STF manter as prisões preventivas
Na última semana, o STF formou maioria para manter as prisões preventivas do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Lopes Monteiro, investigado no caso Master.
A decisão acontece em meio à apuração que investiga suspeitas de fraudes financeiras.
Os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Nunes Marques votaram no mesmo sentido, enquanto Gilmar Mendes apresentou divergência parcial.
Já Dias Toffoli declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, para atuar em processos relacionados ao caso Master. Desta forma, o que pode acontecer após o STF manter as prisões preventivas?
Assim, o caso segue em andamento e não há conclusões definitivas sobre as acusações.
De acordo com informações do STF, o caso tramita no inquérito de número 5026, que continua em andamento no Supremo. A investigação reúne informações sobre possíveis fraudes bilionárias relacionadas à negociação de carteiras de crédito do BRB e do Banco Master.
A continuidade do inquérito indica que novas determinações ainda podem ser realizadas, incluindo coleta de provas e depoimentos.
Ao manter as prisões, o STF também destaca a existência de “elementos robustos” que indicam a possível presença de crimes relacionados ao Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com o relator, as apurações indicam a existência de uma estrutura ilegal voltada à criação de ativos inexistentes. Essa formação teria o impacto estimado em cerca de R$ 12,2 bilhões.
Ao votar no plenário virtual pela manutenção das prisões, o ministro afirmou que há indícios consistentes da prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.
André Mendonça ainda destacou indícios de que o ex-presidente do BRB teria atuado de forma consciente para favorecer operações irregulares, além da participação do advogado citado na montagem de empresas de fachada para ocultar o patrimônio.
Com isso, o ministro defendeu que a medida de prisão preventiva é essencial para garantir a ordem pública e econômica, além de evitar que os investigados destruam provas das investigações.
Leia também: Como Paulo Henrique Costa usou o BRB para blindar o esquema criminoso do Banco Master; veja os detalhes
A investigação do caso entre BRB e Banco Master está sob relatoria do ministro André Mendonça, responsável por conduzir o inquérito dentro do STF. Cabe ao relator autorizar medidas, analisar pedidos das partes e acompanhar o andamento das investigações, que ainda não têm prazo definido para conclusão.
Vale lembrar que tanto Paulo Henrique Costa quanto Daniel Vorcaro, peça central no caso Master, seguem presos e com expectativas de uma possível delação premiada. Agora o caso segue em análise no STF, com a expectativa de novos desdobramentos.
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