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Petrobras retoma estudos geológicos em 37 bacias sedimentares
Publicado 02/05/2026 • 14:47 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 02/05/2026 • 14:47 | Atualizado há 6 meses
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Agência Petrobras / Geraldo Falcão
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A Petrobras retomou projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em 37 bacias sedimentares brasileiras para revisar as Cartas Estratigráficas – mapas que reconstituem, no tempo geológico, a “história” e a evolução das bacias em superfície e subsuperfície. Os dados, de bacias onshore e offshore, devem facilitar novas pesquisas geológicas.
“O projeto já foi coordenado pela Petrobras em duas edições anteriores, 1994 e 2007, servindo de base didática para estudantes e pesquisadores e para a indústria. Não se trata de um projeto exploratório com objetivos comerciais, mas de um trabalho científico de atualização e normalização de informações”, explica a estatal em nota.
Em 15 dessas bacias, há cooperação entre a Petrobras, pesquisadores de universidades de diferentes regiões do País e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), uma das instituições científicas contratadas via chamada pública.
“Essa parceria permitirá integrar décadas de dados de subsuperfície, coletados pela estatal, com o mapeamento de superfície e a avaliação de recursos minerais, especialidade do SGB”, afirma Cleide Regina Moura da Silva, pesquisadora do SGB e chefe da Divisão de Bacias Sedimentares (DIBASE).
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Siga o Times | CNBC“É um trabalho importante para uma gama de produtos que estarão disponíveis para toda a sociedade, como mapas geológicos, bases de dados de paleontologia e geofísica. Isso favorece diversos estudos, desde minerais mais básicos, como areia e calcário, até pesquisas sobre minerais críticos necessários para a produção e transição energética”, explica.
O projeto está na fase inicial, de compilação de dados já publicados, antes de avançar para campanhas de campo. Dentre as áreas de atuação estão as bacias do Bananal, entre Goiás e Tocantins, e do Marajó, no Pará. Embora tenha sido uma área de interesse para a descoberta de petróleo nos anos 1950, a Bacia do Marajó não registrou descobertas significativas nas 18 perfurações realizadas até 1989, o que levou ao abandono das atividades, destaca o coordenador de pesquisas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Francismar Ferreira.
“Desde 1998, não houve oferta de blocos ou contratação na região. A bacia foi esquecida em termos de exploração de óleo e gás, assim como outras bacias terrestres e menores que se tornaram menos atrativas diante do sucesso exploratório em outras regiões, especialmente no pré-sal”, explica Ferreira.
O SGB destaca que o trabalho de cartas estratigráficas em bacias sem potencial petrolífero ajuda a compreender a geologia de outras áreas próximas com eventuais novas acumulações.
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