Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Privatização da Corsan destravou investimentos em saneamento, diz diretora da Abcon
Publicado 12/06/2026 • 17:11 | Atualizado há 2 minutos
Queda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas
EXCLUSIVO CNBC: Irã vai disputar Copa do Mundo nos EUA apesar de tensão militar, diz Gianni Infantino
Ações de luxo disparam com proposta de acordo entre EUA e Irã
Avalanche Treasury Co. estreia na Nasdaq enquanto empresas de tesouraria em criptomoedas buscam se diferenciar
De startup a US$ 1,8 trilhão: investidores que apostaram na SpaceX colhem ganhos históricos
Publicado 12/06/2026 • 17:11 | Atualizado há 2 minutos
KEY POINTS
A privatização da Corsan acelerou investimentos em saneamento no Rio Grande do Sul porque reduziu amarras de contratação e deu mais velocidade à execução de obras, afirmou Thaís Mallmann, diretora regulatória e de governança corporativa da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Mallmann disse que a diferença entre os modelos público e privado não se resume à disponibilidade de dinheiro. Segundo ela, a estrutura estatal impunha limitações administrativas, legais e operacionais que atrasavam obras e dificultavam a expansão dos serviços.
Até 2023, antes da privatização, a Corsan investia em média R$ 300 milhões por ano, segundo Mallmann. Nos três anos anteriores à venda, esse patamar subiu para cerca de R$ 460 milhões anuais. Ao mesmo tempo, a companhia pagava aproximadamente R$ 300 milhões por ano em indenizações trabalhistas.
“Em reclamatórias trabalhistas, a Corsan pagava o mesmo valor que investia em saneamento”, afirmou.
Após a privatização, a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela Corsan saiu de 19% para 30%, segundo dados da companhia. Desde o início da concessão, foram R$ 4,3 bilhões investidos e 852 mil pessoas beneficiadas.
Leia também: Corsan acelera saneamento no RS após privatização, mas universalização ainda desafia o estado
Mallmann afirmou que um dos principais entraves no modelo estatal era a demora dos processos licitatórios. Segundo ela, uma licitação pública podia levar de um a três anos até resultar em ordem de início para uma obra.
“Você às vezes nem consegue fazer uma licitação nova porque está com aquela discussão judicial e está amarrado naquela discussão”, disse.
A diretora da Abcon afirmou que o setor privado tem mais liberdade para contratar, escolher fornecedores e buscar soluções técnicas, sem depender do mesmo rito imposto à administração pública.
Ela disse que isso não significa ausência de controle ou falta de critérios, mas processos mais curtos e com menor exposição a impugnações, recursos e questionamentos de órgãos de controle.
“O privado não tem essas amarrações, essas burocracias. Isso faz com que se acelerem as contratações”, afirmou.
Perguntada sobre o risco de perda de qualidade ou de lisura com a redução de burocracia, Mallmann disse que empresas privadas também seguem processos de contratação, mas com instâncias internas menores e mais rápidas.
Segundo ela, a diferença é que o setor privado consegue considerar inovação, técnica e eficiência, sem ficar limitado à lógica do menor preço.
“No privado, você consegue inovar mais”, afirmou. “Nem sempre é o mais barato. Às vezes vai ter um custo maior, mas o privado tem essa liberdade de escolher.”
Para Mallmann, essa flexibilidade permite contratar soluções mais adequadas para obras e serviços de saneamento, especialmente em um setor que exige escala, tecnologia e execução contínua.
Leia também: Lote de água Crystal sem gás é recolhido após identificação de bactéria em análise
Apesar da aceleração dos investimentos, a diretora da Abcon afirmou que o setor ainda enfrenta desafios regulatórios. Segundo ela, o saneamento vive um processo de amadurecimento institucional, diferente de setores mais consolidados, como energia elétrica.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleCom o novo marco legal, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico passou a editar diretrizes para orientar as agências reguladoras locais. Para Mallmann, esse movimento é positivo, mas também cria mudanças durante a execução dos contratos.
Ela citou a reforma tributária como um novo fator de impacto para concessões já estruturadas. Como o setor não era tributado da mesma forma, a mudança pode exigir reequilíbrios econômico-financeiros.
“Você passa a ter elementos novos na mesa”, afirmou.
Mallmann disse que mudanças regulatórias, mesmo quando positivas, podem aumentar a percepção de risco quando não estavam previstas no momento da estruturação dos projetos.
Segundo ela, operadores privados vencem licitações com base em diagnósticos, ativos e regras definidos em edital. Quando o ambiente muda no meio do caminho, os contratos precisam absorver esses novos elementos.
Para a diretora da Abcon, esse cenário exige estabilidade, segurança jurídica e capacidade técnica das agências reguladoras para que os investimentos continuem avançando.
A meta do Marco Legal do Saneamento é chegar a 90% de cobertura de esgoto até 2033. No Rio Grande do Sul, apesar dos avanços recentes da Corsan, o desafio ainda é amplo: o estado tem 34,7% da população com coleta de esgoto e 25,4% do esgoto gerado tratado.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Copa do Mundo 2026: qual o valor estimado da cerimônia de abertura?
Instagram apresenta instabilidade nesta sexta-feira; usuários relatam falhas de acesso
3
Copa do Mundo 2026: confira programação jogos e cerimônia de abertura
4
Quando será o sorteio da Quina de São João? Veja data e prêmio
5
Sócios da Naskar deram golpe de R$ 6 milhões na Unidas com a venda de caminhões alugados