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Funcionários processam Meta por suposto uso discriminatório de IA em demissões

Publicado 14/07/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Funcionários alegam que Meta usou IA de forma discriminatória em cortes de pessoal.
  • Processo afirma que sistema ignorou licenças médicas e afastamentos aprovados.
  • Caso amplia debate sobre uso de inteligência artificial em decisões trabalhistas.

Uma coalizão de atuais e ex-funcionários da Meta processou a empresa, alegando que a companhia utilizou inteligência artificial em sua mais recente rodada de demissões de forma discriminatória.

Em uma ação apresentada na segunda-feira, os autores afirmam que a Meta violou diversas leis relacionadas a licenças protegidas e normas contra discriminação envolvendo gravidez, deficiência e outros casos, e pretendem apresentar suas reivindicações individualmente em arbitragem.

Advogados que representam os 26 trabalhadores não identificados afirmaram, em uma petição apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, que os autores estavam entre os 10% da força de trabalho da Meta demitidos na rodada de cortes realizada em maio.

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Alegações sobre a IA

Os autores alegam que a “constelação de sistemas internos de inteligência artificial” da Meta deixou de considerar afastamentos previamente aprovados ao decidir quais funcionários seriam demitidos.

“Essas ferramentas utilizam informações como avaliações de desempenho, notas de calibração, métricas de produtividade e produção, classificações ‘AI-native’ e consumo de tokens de IA que, por definição, não podem ser acumuladas por um funcionário que esteja em licença médica ou familiar protegida, ou cuja produtividade seja reduzida por uma deficiência”, escreveram os advogados na petição.

O processo acusa a Meta de utilizar métricas como o consumo de tokens – que se tornou um indicador do uso geral de inteligência artificial – de forma que teria prejudicado determinados funcionários. Segundo os advogados, como esses empregados estavam afastados, esses indicadores diminuíram.

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Um porta-voz da Meta disse à CNBC, por e-mail, que “as alegações não têm mérito e não são baseadas em fatos.”

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Resposta da Meta

“A gestão da força de trabalho e as decisões organizacionais foram e continuam sendo tomadas por pessoas, e não por inteligência artificial”, afirmou o porta-voz da Meta em comunicado.

O processo reforça a crescente preocupação com os impactos da inteligência artificial sobre os empregos e sobre trabalhadores com deficiência.

Os autores pedem que a Justiça conceda uma liminar para “manter o status atual de seus vínculos empregatícios” na Meta, “até que seja realizada uma auditoria independente do processo de seleção assistido por algoritmos e que as reivindicações sejam resolvidas em arbitragem.”

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Debate sobre IA

A ação foi apresentada quase um mês após uma juíza federal da Califórnia decidir contra a empresa de tecnologia Workday em outro processo relacionado ao uso de inteligência artificial em decisões de contratação.

Naquele caso, a magistrada determinou que a Workday deverá responder às alegações sobre o uso de serviços de triagem de candidatos baseados em IA que supostamente violaram leis estaduais e federais relacionadas à discriminação no emprego.

A Workday negou as acusações e afirmou, na ocasião, que seu software de recrutamento com inteligência artificial não toma decisões de contratação “na Califórnia nem em qualquer outro lugar.”

“Nossa tecnologia analisa apenas as qualificações para o cargo, e não características protegidas, como raça, idade ou deficiência. Testamos rigorosamente nossos produtos como parte do nosso programa de IA Responsável para confirmar que nossas ferramentas não prejudicam grupos protegidos”, afirmou a Workday em comunicado.

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