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CNBCO boom da IA ​​acaba de encontrar dois novos vencedores: Goldman Sachs e JPMorgan Chase

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EXCLUSIVO CNBC: Ciclo de investimentos em IA está “apenas no início”, diz David Solomon, da Goldman Sachs

Publicado 14/07/2026 • 21:54 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • David Solomon afirmou que a demanda por formação de capital supera a capacidade de atendimento do Goldman Sachs.
  • CEO descartou a tese de que os investimentos em infraestrutura de IA sejam uma bolha, embora espere ajustes e empresas malsucedidas.
  • Executivo vê ambiente favorável para IPOs, fusões e aquisições, gestão de patrimônio e captação de recursos.

O ciclo de formação de capital para a infraestrutura de inteligência artificial está “apenas no início” e deve gerar ganhos de produtividade na economia nos próximos anos, afirmou David Solomon, CEO do Goldman Sachs, em entrevista exclusiva à CNBC.

Solomon disse que a demanda dos clientes por capital é maior do que a capacidade atual do banco de atendê-la. Segundo ele, esse ambiente fortalece o poder de precificação e cria oportunidades para diferentes áreas do Goldman Sachs.

“Estamos em um ambiente onde a necessidade de formação de capital é grande. Há mais demanda do que podemos atender”, afirmou.

O executivo reconheceu que a expansão dos investimentos em IA não seguirá uma trajetória linear. Avaliações de empresas, volume de negócios e demanda podem passar por correções, mas Solomon disse acreditar que a tecnologia será amplamente incorporada pelas companhias e produzirá ganhos econômicos.

“O ciclo de formação de capital para a infraestrutura de IA está apenas no início. Isso não significa que o caminho será linear”, disse.

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Segundo o CEO, parte dos investimentos terá retorno adequado, enquanto outros projetos não resistirão ao tempo. Para Solomon, essa seleção ocorre em todos os ciclos de expansão tecnológica.

“Grandes empresas surgem. Algumas empresas são criadas, não passam no teste do tempo e desaparecem. Tenho certeza de que veremos as duas coisas nesse ambiente”, afirmou.

Perguntado sobre a possibilidade de uma bolha, Solomon rejeitou essa classificação para o conjunto dos investimentos em IA. Ele afirmou que movimentos rápidos nos mercados podem gerar recalibrações, mas vê a adoção da tecnologia como uma tendência estrutural de longo prazo.

“A implantação de capital para investir nessa tecnologia e incorporá-la às empresas e à economia não é uma bolha. É uma tendência com um longo caminho estrutural”, disse.

O CEO ponderou que o mercado não acertará permanentemente o preço de todos os ativos. Segundo ele, erros de avaliação e correções fazem parte do processo de expansão.

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Solomon também destacou a retomada de atividades nos mercados de capitais. Embora o mercado de ofertas públicas iniciais tenha sido ativo no segundo trimestre, o volume acumulado no ano ainda está próximo ou abaixo da média dos últimos dez anos, segundo o executivo.

Na avaliação dele, o elevado valor de mercado das maiores empresas de tecnologia ajuda a explicar o tamanho das necessidades de financiamento. Essas companhias possuem forte capacidade de geração de lucro e sustentam investimentos de grande escala.

O executivo disse que o ambiente regulatório também se tornou mais favorável para fusões e aquisições. Segundo ele, CEOs estão mais dispostos a avaliar movimentos estratégicos do que estavam há quatro anos.

“Você tem uma confluência de fusões e aquisições estratégicas realmente acontecendo”, afirmou.

A valorização dos mercados também beneficia a gestão de patrimônio, segundo Solomon. Com o aumento dos ativos, investidores precisam reequilibrar carteiras e realocar recursos, ampliando as oportunidades para o setor financeiro.

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Apesar do otimismo, o CEO admitiu que uma interrupção relevante no ciclo de IA poderia gerar fortes desajustes. Ele afirmou, porém, que a economia americana tem capacidade para absorver choques e reorganizar investimentos.

“Se essa dinâmica tiver um soluço significativo, veremos uma desarticulação muito grande. Mas temos uma capacidade incrível, como economia, de superar obstáculos, nos reorientar e ajustar”, disse.

Solomon avaliou que os Estados Unidos estão bem posicionados nesse processo por reunirem mercados de capitais desenvolvidos, inovação tecnológica, grandes empresas e uma cultura empresarial favorável à tomada de risco.

“Os americanos querem correr riscos e participar. Isso faz parte desse ecossistema. Haverá obstáculos, mas temos uma economia realmente versátil”, afirmou.

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