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Reunião da Berkshire em Omaha reúne elogios, portfólio sólido e defesa dos pilares históricos da holding
Publicado 02/05/2026 • 14:12 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/05/2026 • 14:12 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/CNBC
A reunião anual da Berkshire Hathaway, realizada neste sábado (2) em Omaha, Nebraska, teve um tom declaradamente de passagem de bastão. Warren Buffett, 95 anos, sentou-se pela primeira vez em seis décadas não no palco, mas na primeira fila da seção de diretores.
Antes mesmo das discussões de negócios, Greg Abel, que assumiu o cargo de CEO, abriu a reunião pendurando a camisa de Buffett no teto do CHI Health Center. O número “60” faz referência ao tempo do investidor à frente do conglomerado.
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A peça foi colocada ao lado da camisa do falecido Charlie Munger, com o número “45”. “As camisas ficarão penduradas no teto do ginásio por muitos anos”, disse Abel.

Buffett, que pegou o microfone durante a reunião, não poupou elogios ao sucessor. “Não poderíamos ter tomado uma decisão melhor. Foi um sucesso absoluto. Ele está fazendo tudo o que eu fazia e muito mais. Ele é a pessoa certa”, afirmou.
Leia também: Sem Buffett no palco: 7 pontos que investidores monitoram na estreia de Greg Abel à frente da Berkshire Hathaway
Abel aproveitou o encontro para apresentar sua leitura sobre os ativos da Berkshire. Ele descreveu quatro posições que considera centrais: Apple, American Express, Moody’s e Coca-Cola. As participações em empresas comerciais japonesas foram citadas como outro pilar relevante do portfólio.
Bank of America, Chevron e Alphabet, empresa adquirida em cerca de US$ 4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, também foram mencionadas entre as participações significativas.
Abel sinalizou que pretende ter papel ativo na gestão dos investimentos, ajustando posições conforme necessário, e afirmou estar “colaborando totalmente” com Buffett nas decisões.
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O novo CEO também reafirmou os pilares que guiaram a Berkshire sob Buffett: manutenção de recursos em títulos do Tesouro americano, independência financeira, eficiência tributária e aversão ao que chamou de “ABCs” (arrogância, burocracia e complacência).
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Seguir no Google“Já ouvimos muitas vezes: os ABCs vão acabar com uma empresa, e não pretendemos permitir que isso aconteça”, disse Abel.
Ele também destacou o que considera diferencial competitivo do conglomerado: a capacidade de alocar capital entre setores distintos com rapidez. “Podemos transferi-lo de seguros para outros setores, para ações ou, se preferirmos, mantê-lo em caixa”, afirmou.
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