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CNBCÀs vésperas do encontro de investidores em Omaha, ações da Berkshire Hathaway enfrentam incerteza

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CEO da Berkshire mantém cautela com IA e descarta investimentos sem retorno comprovado para a holding

Publicado 02/05/2026 • 15:08 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, assumiu o protagonismo na reunião anual da companhia ao detalhar sua visão estratégica para o futuro do grupo, reforçando princípios herdados de Warren Buffett.
  • Ao mesmo tempo, sinaliza uma atuação mais ativa na gestão dos investimentos e maior foco em tecnologia.
  • Greg enfatizou o papel estratégico da I.A. no futuro dos negócios do grupo e destacou que a companhia já desenvolve soluções próprias para ampliar a eficiência operacional.
Greg Abel discursa durante a Reunião Anual de Acionistas da Berkshire Hathaway em Omaha, Nebraska, em 3 de maio de 2025.

Greg Abel discursa durante a Reunião Anual de Acionistas da Berkshire Hathaway em Omaha, Nebraska, em 3 de maio de 2025.

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O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, assumiu o protagonismo na reunião anual da companhia ao detalhar sua visão estratégica para o futuro do grupo, reforçando princípios herdados de Warren Buffett, ao mesmo tempo em que sinaliza uma atuação mais ativa na gestão dos investimentos e maior foco em tecnologia. A conferência acontece neste sábado (2) em Omaha, no Estado de Nebraska, nos Estados Unidos.

Tecnologia é um dos temas que mais despertam o interesse dos investidores, especialmente para entender o posicionamento da Berkshire Hathaway diante da revolução da inteligência artificial, pauta que ganhou destaque na reunião anual realizada neste sábado (2), em Omaha, Nebraska, quando o CEO Greg Abel reforçou o papel estratégico da I.A. no futuro dos negócios do grupo.

Segundo ele, a companhia não pretende apenas comprar tecnologia, mas também desenvolvê-la internamente, aproveitando as oportunidades do momento, incluindo aplicações na BNSF Railway. Abel, no entanto, ressaltou que esses movimentos seguirão princípios rigorosos, entre eles a exigência de que os investimentos gerem valor concreto para a organização, com foco na ampliação da eficiência operacional.

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Greg coloca que não há dúvida de que a I.A. pode ser usada em outros negócios. “Vamos construir o que for necessário internamente e entregar soluções aos nossos clientes. É um desafio enorme — e não acontece da noite para o dia.”, afirmou.

O executivo também detalhou sua visão sobre o portfólio de investimentos da companhia, destacando uma estratégia concentrada em posições-chave, como Apple, American Express, Moody’s e Coca-Cola, além de participações relevantes em empresas japonesas e companhias como Bank of America, Chevron e Alphabet.

Abel afirmou que pretende ter uma atuação mais ativa na gestão desses investimentos: “Vou gerenciar ativamente, aumentando ou ajustando posições quando necessário. Estou absolutamente colaborando com Buffett.”

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Segundo Abel, a Berkshire mantém uma posição diferenciada entre os conglomerados globais pela flexibilidade na alocação de recursos. “Somos únicos pela nossa capacidade de movimentar capital de forma eficiente. Podemos alocar recursos entre seguros, outros negócios, ações ou simplesmente mantê-los em caixa”, afirmou.

A robusta posição de liquidez da companhia foi outro ponto enfatizado. “Temos caixa e títulos do Tesouro dos EUA. Isso serve a vários propósitos. Não pretendemos depender de ninguém”, disse, ao destacar a importância da independência financeira.

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No cenário macroeconômico, Abel apontou que juros elevados têm pressionado consumidores e impactado setores como o imobiliário. “Isso está claramente ligado às taxas de juros e a outros desafios enfrentados pelo consumidor”, disse.

Por fim, o executivo destacou o avanço dos data centers como uma oportunidade relevante para o setor de energia, mas defendeu que os custos desse crescimento sejam direcionados às empresas que demandam o consumo, e não aos usuários da rede elétrica.

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