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I.A absorve chips de memória e provoca falta de MacBook Air nas lojas da Apple

Publicado 10/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O MacBook Air, notebook mais vendido da Apple, enfrenta falta de estoque.
  • O problema acontece poucos meses depois de a empresa aumentar em US$ 200 (R$ 1 mil) o preço do aparelho.
  • A escassez tem relação direta com o avanço da inteligência artificial.
Macbook

Foto: Unsplash

I.A absorve chips de memória e provoca falta de MacBook Air nas lojas da Apple

O MacBook Air, notebook mais vendido da Apple, enfrenta falta de estoque justamente durante a temporada de volta às aulas nos Estados Unidos. O problema acontece poucos meses depois de a empresa aumentar em US$ 200 (R$ 1 mil) o preço do aparelho.

A escassez tem relação direta com o avanço da inteligência artificial. Fabricantes de chips de memória passaram a direcionar grande parte da produção para os data centers que sustentam sistemas de I.A. Com isso, computadores, celulares e outros eletrônicos enfrentam uma crise com componentes essenciais.

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Fila de espera

As principais lojas dos Estados Unidos registram prazos de entrega de duas a seis semanas para algumas versões do MacBook Air. Os modelos com mais memória RAM enfrentam os maiores atrasos.

De acordo com a The Times of India, as configurações com o processador M5 também apresentam previsão de entrega para o fim de agosto e o início de setembro. A Apple atualizou o MacBook Air em março, mas aumentou o preço do modelo de 13 polegadas de US$ 1.099 para US$ 1.299 (R$ 6,6 mil) em junho.

Além disso, a empresa americana também adiou a tradicional promoção de volta às aulas. Em vez do Air, a Apple passou a destacar o MacBook Pro de 14 polegadas de entrada em seu site e nas lojas.

I.A. impacta na produção de memórias

Apesar dos avanços nos computadores e celulares, a indústria de memória enfrenta uma mudança importante na distribuição dos componentes. Samsung, SK Hynix e Micron passaram a concentrar grande parte da produção em memórias de alta largura de banda, conhecidas como HBM.

Esse tipo de memória atende principalmente aos data centers de inteligência artificial. Segundo os dados das empresas, os três fabricantes direcionaram 93% da produção combinada para esse mercado.

A HBM também consome mais capacidade de fabricação do que memórias convencionais. Por isso, cada linha destinada à I.A. reduz a quantidade disponível para componentes usados em notebooks e celulares.

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Dessa forma, o impacto já aparece nos números do setor. A receita da indústria de DRAM (componente essencial) chegou a US$ 97 bilhões (R$ 493,5 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, alta de 81% em relação ao trimestre anterior.

I.A absorve chips de memória e provoca falta de MacBook Air nas lojas
Foto: Unsplash

Estratégia da Apple

Mesmo em meio à crise, a Apple conta com contratos de longo prazo e grande poder de compra para garantir a disponibilidade dos componentes. Essa estratégia ajuda a empresa a enfrentar períodos de escassez, mas não elimina os efeitos da alta demanda por chips de I.A.

O MacBook Air sofre ainda mais porque concentra grande parte das vendas da Apple no mercado de computadores. A demanda aumenta justamente durante a temporada de volta às aulas, enquanto a oferta de memória enfrenta pressão.

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Alternativas na China

A Apple também procura novos fornecedores para reduzir a pressão sobre a produção de memória. Entre as opções aparece a ChangXin Memory Technologies (CXMT), uma das principais fabricantes de DRAM da China.

A empresa teria buscado autorização do governo americano para comprar componentes da fabricante chinesa. O plano inicial envolveria produtos destinados ao mercado chinês.

A proposta, porém, enfrenta resistência em Washington. Senadores americanos pediram que a Apple não utilize memórias da CXMT ou da Yangtze Memory Technologies em seus produtos vendidos mundialmente.

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