Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Drones podem levar desfibriladores mais rápido a vítimas de parada cardíaca
Publicado 30/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 42 minutos
OpenAI DevDay: o laboratório de IA lança os agentes Dots; Altman e Friar comentam sobre o IPO
Dow Jones recua pelo segundo dia seguido com alta nos rendimentos dos Treasuries
Restrições dos EUA a importações do Canadá entram em vigor; veja produtos barrados
Oura, fabricante de anéis inteligentes, adia IPO devido à ‘incerteza’ no mercado
Carteira de títulos municipais de Trump chega a até US$ 1 bilhão
Publicado 30/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Drones podem levar desfibriladores mais rápido a vítimas de parada cardíaca
Um estudo realizado na região da Grande Paris, na França, indica que drones podem ajudar a reduzir o tempo necessário para levar desfibriladores a pessoas que sofrem uma parada cardíaca fora de hospitais. A estratégia permitiria ampliar o alcance dos equipamentos sem depender apenas da instalação de novos dispositivos em locais fixos.
A rapidez no atendimento é importante nesses casos. Segundo a British Heart Foundation, mais de 30 mil paradas cardíacas extra-hospitalares ocorrem por ano no Reino Unido em situações nas quais os serviços de emergência tentam reanimar os pacientes. Menos de uma em cada dez pessoas sobrevive a esses episódios.
Leia também: Amazon amplia entregas por drones e mira 1 milhão de pedidos em 2026
Além disso, segundo o The Guardian, cada minuto sem ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e desfibrilação reduz em 10% a chance de sobrevivência, de acordo com a reportagem.
Para avaliar o possível uso de drones, pesquisadores analisaram 28.349 casos de parada cardíaca extra-hospitalar registrados entre 2011 e 2024 em áreas administrativas da Grande Paris. Além disso, a região central da capital francesa ficou fora da análise. A equipe comparou os locais das ocorrências com a distribuição de 1.893 desfibriladores externos automáticos (DEAs) instalados em pontos fixos.
Os resultados mostraram que apenas 30% das ocorrências aconteceram a até 500 metros do DEA fixo mais próximo. Para elevar essa cobertura para 84,5%, seriam necessários mais 910 equipamentos. Dessa forma, para alcançar todos os casos analisados, o modelo apontou a necessidade de 1.712 DEAs adicionais.
Os pesquisadores também simularam uma rede com drones capazes de operar em um raio de até 3.900 metros. Nesse cenário, a necessidade de instalar novos equipamentos fixos caiu de forma significativa.
Com 100 bases para drones e 26 novos DEAs fixos, mais de 97% dos casos analisados ficariam a até 500 metros de um desfibrilador fixo ou a aproximadamente 4 quilômetros de uma base de drone. Além disso, já o cenário com 200 bases de drones e apenas quatro novos DEAs fixos permitiria alcançar mais de 99% das ocorrências consideradas pelo modelo.
A equipe também avaliou o tempo necessário para buscar um DEA fixo e retornar ao local da emergência. Dessa forma, considerando o deslocamento pela rede terrestre, apenas 30% a 40% dos casos tinham acesso a um equipamento dentro de um intervalo de cinco minutos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Matthieu Heidet, professor de medicina de emergência do hospital universitário Henri-Mondor, na França, o número pode ser ainda mais otimista do que a situação real. Ele afirmou que apenas 8% dos pacientes com parada cardíaca extra-hospitalar na França recebem um DEA público antes da chegada do serviço de emergência.
Um dos problemas está na disponibilidade dos aparelhos. Parte dos desfibriladores fica em espaços privados ou locais que não permanecem abertos durante todo o dia.
No modelo estudado, as bases poderiam ficar em diferentes pontos, como locais que já armazenam desfibriladores, quartéis de bombeiros e unidades móveis de terapia intensiva.
Quando a central de emergência identifica uma parada cardíaca, os atendentes acionariam o drone. A aeronave seguiria uma rota automatizada até a região da ocorrência. Na etapa final, um piloto treinado assumiria o controle para aproximar o equipamento e realizar a entrega.
Leia também: Fabricante de drones com IA atinge avaliação de US$ 6,4 bilhões em meio ao avanço da tecnologia de defesa
Depois disso, pessoas presentes no local poderiam utilizar o desfibrilador enquanto aguardam a chegada da equipe de emergência. O uso desse tipo de tecnologia não seria inédito. Segundo Heidet, algumas regiões da Suécia já utilizam drones para transportar desfibriladores, e o sistema já ajudou a salvar vidas.
Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que o estudo analisou modelos de implantação e não uma operação real em larga escala. Além disso, o custo dos drones precisa entrar na avaliação da viabilidade da tecnologia. A pesquisa ainda não passou por revisão por pares. O trabalho seria apresentado no Congresso Europeu de Medicina de Emergência, em Paris.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia