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Publicado 19/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
Inundações e incêndios colocam quase 80% da capacidade dos data centers em zona de alto risco climático
Os avanços da inteligência artificial seguem exigindo melhores estruturas em data centers para manter a tecnologia avançada em funcionamento. No entanto, um estudo indica que o desafio de realizar a manutenção pode ir além da demanda por energia e infraestrutura.
De acordo com um levantamento divulgado pela First Street, uma parte relevante da capacidade mundial desses centros já enfrenta exposição crescente a eventos climáticos extremos, o que pode afetar custos, operações e decisões futuras.
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Ainda segundo as informações, o estudo analisou 97 mercados globais de data centers e concluiu que mais de 79% da capacidade instalada está exposta a grandes riscos ligados ao clima. Entre os principais fatores aparecem inundações, ventos extremos e incêndios florestais, que podem aumentar interrupções, elevar gastos em reparos e pressionar custos de seguro.
Além dos eventos extremos, o relatório mostra que pouco mais da metade dos data centers opera em regiões sujeitas a estresse climático. De forma simples, o calor intenso e a seca reduzem a eficiência energética, elevam os custos operacionais e podem gerar impactos em ciclos previstos entre 20 e 30 anos de funcionamento.
Para a First Street, muitos projetos ainda utilizam dados históricos e ignoram mudanças recentes no comportamento climático, que vem sendo alvo de grandes discussões.
Segundo a análise, o aquecimento global intensifica chuvas, altera padrões de precipitação e aumenta o risco de decisões financeiras baseadas em cenários ultrapassados.
Entre as regiões avaliadas, a Ásia aparece com 89% da capacidade em áreas vulneráveis. Já nas Américas o índice chega a 50%, enquanto Europa, Oriente Médio e África registram 46%. Dessa forma, mesmo com os avanços consideráveis da inteligência artificial, os centros tecnológicos dependem diretamente de fatores externos para manter o funcionamento em normalidade.
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Além disso, apontam que proteger apenas os edifícios não resolve o problema. A avaliação inclui acesso à energia, rotas de emergência, disponibilidade de água e capacidade da comunidade ao redor para sustentar operações em cenários extremos.
No avanço da economia digital, o clima deixou de ser um fator secundário e passou a entrar diretamente na conta dos investimentos em data centers.
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